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A EuroSteamCon voltou ao Porto

el  quarta, 07 outubro 2015 21:20 Escrito por 

e parece estar para ficar.

Entre as centenas de sub-géneros que temos conhecido no fantástico, poucos conseguem o mediatismo do steampunk. Perdido entre os reinos da fantasia e da ficção-científica, tem sido um dos mais prolíficos novos géneros literários e também no cinema começa a dar cartas. O Porto em 2012 e 2013 juntou-se à festa internacional que é EuroSteamCon sob a alçada da agora inactiva equipa da Clockwork Portugal, e no passado fim-de-semana Gaia recuperou essa tradição com uma nova equipa, a Corte do Norte. De Referir que em Portugal ainda há outro grupo - a Liga Steampunk de Lisboa e Províncias Ultramarinas que, como o nome indica, está mais a sul e costuma representar o género em eventos como o Fórum Fantástico e a Sci-Fi Lx - ainda que as fronteiras geográficas sejam apenas para referência pois os elementos de ambos os grupos estão em ligação permanente e, vendo de fora, funcionam quase como um só.

 

Sábado

O primeiro painel foi de ilustração portuguesa com alguns ilustres como Carla Rodrigues (A Garagem de Kubrick) e Diogo Carvalho que são publicados na canadiana Steampunk Magazine, e a dupla Marta Patalão/Tiago Bulha que falou do seu mais recente trabalho “Opal Flame“, que vai sair na italiana Nuname.

No intervalo foi-nos revelado um jogo português RPG de inspiração steampunk, o Radokai e cuja sessão de apresentação depressa se tornou uma discussão sobre as leis da física naquele mundo alternativo que tínhamos acabado de conhecer. Parece incrível, mas este tema consegue cativar de forma imediata.

A sessão seguinte tinha como título apenas “Para Além da Literatura” e falou-se de tudo um pouco: Cinema, Música e Moda. Artes diferentes para pensar de forma mais séria neste estilo.

Os eventos nacionais terminaram com o lançamento do Almanaque Steampunk e uma sessão de autógrafos com os autores. Esta iniciativa herdada das edições anteriores era o principal símbolo da passagem de testemunho da Clockwork Portugal para a Corte do Norte. Pela amostra os sucessores são mais do que dignos. O livro respeita tudo o que tinha sido feito nos dois números anteriores, o conteúdo tem qualidade e entretém.

Para fechar a tarde, foi feito um Hangout com James Lopez, mentor criativo das ansiadas curtas animadas Hullaballoo. Aberto a pessoas de todo o mundo, foi uma conversa bem animada sobre um sonho tornado realidade e como um enorme grupo de profissionais da animação com um currículo que se confunde com os maiores êxitos da Disney e Dreamworks, se juntou para nos dar uma personagem que certamente será adorada por todos.

Faltou referir que no exterior decorriam duelos à moda antiga. Era conveniente manter a distância.

 

Domingo

O segundo dia do evento começou animado com algumas mortes logo de manhã na Steampunk Murder Mystery. A demora na identificação do culpado fez-se sentir no resto da manhã pois o atraso só foi recuperado na parte da tarde.

A segunda sessão matinal foi dedicada à Literatura, mais concretamente ao Romance em Steampunk. Ironicamente a plateia inicial era totalmente composta por homens, uma prova de como os estereótipos não funcionam no século XXI. Falou-se da imagem da mulher em várias obras victorianas, de literatura erótica steampunk e foram feitas recomendações de livros muito apelativos para os amantes de um largo espectro literário, passando por vampiros, zombies e lobisomens, assim como sugestões de marketing.

O programa da tarde que era suposto começar com um workshop de Lolita Steampunk, acabou por ser ajustado devido a um atraso das oradoras, e o que se teve foi um novo torneio de Steampunk Against Humanity enquanto as lolitas presentes passeavam pelo espaço.

O prato forte viria a seguir com o debate tabu "Steampunk é Fantasia ou Ficção-Científica?" e não só não houve sangue, como a conversa continuou, mesmo depois da saída do moderador e da moderadora substituta. Se os dois dias fossem totalmente para discussão talvez se chegasse a alguma conclusão.

Para fechar a parrte presencial foi feito o sorteio de prémios e foram exibidas algumas curtas-metragens.

O Hangout atrasou muito e só se falou cerca de vinte minutos com o divertido e extremamente interessante autor Ed Greenwood.

 

Quem não teve oportunidade e quer saber o que se passou, pode sempre espreitar este vídeo que cobre todo o evento.

E vejam os hangouts assim que possível. São dois convidados muito importantes - excelentes escolhas da organização que está de parabéns - e o que eles dizem merece ser ouvido.

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