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Crítica a "Seventh Son"

el  segunda, 30 março 2015 07:00 Escrito por 

não convence, mas tem dois actores que surpreendem.

O livro “The Spook’s Apprentice” não foi um enorme sucesso. O filme não se podia apoiar nele para ter espectadores. Especialmente conhecido por “Mongol” e “Bear’s Kiss”, Sergey Bodrov não é propriamente um nome que atraia multidões. No elenco, também Ben Barnes e Alicia Vikander não parecem muito sonantes quando comparados com alguns dos outros nomes anteriormente associados ao projecto. Conseguiria o star power de Jeff Bridges e Julianne Moore sozinhos dar o empurrão necessário a um filme que parecia amaldiçoado? Não, como se veio a verificar no boxoffice.

 

Seventh Son” pertence ao género menor da sword and sorcery. Não é menor em nada e muitos dos nossos clássicos preferidos encaixam nesse género, mas, por incrível que pareça, é quase impossível adivinhar se um filme nesta categoria vai ser de nicho ou de grande público. Apesar dos enormes sucessos recentes, o filme mediano de terror ou FC ainda é mais apelativo para o grande público do que um de fantasia. Sem qualquer ciência e bastante longe do terror, a história de um caçador de bruxas e do seu aprendiz era claramente fantasia. Aqui a magia e as armas medievais enfrentam-se. Jeff Bridges interpreta Master Gregory, um cavaleiro de idade avançada que é temido (mas não respeitado) por todos. Tem como ajudante um jovem que, à semelhança dele, é um sétimo filho de um sétimo filho, um estatuto com algo de mágico que dá ao indivíduo uma propensão para ser um spook - caçador de espíritos e criaturas malignas. O problema é que esse aprendiz não resiste à poderosa feiticeira Malkin (Moore) e Gregory terá apenas alguns dias para treinar um novo aprendiz e derrotar a rainha das bruxas. E enquanto Malkin reúne um considerável exército com os seus mais poderosos lacaios, o novo aprendiz não está muito inclinado a enfrentar bruxas que o querem matar.

 

Ironicamente, não é a dupla de actores oscarizados que leva o filme a bom porto. Moore tem um papel menor, Bridges repete o papel que o vimos fazer em “True Grit” e “RIPD”, actores secundários como Olivia Williams e Djimon Hounsou são desperdiçados... é nos jovens que se nota algo melhor. Ben Barnes (Príncipe Caspian de Narnia e o Dorian Grey de 2009) consegue mostrar um leque alargado de emoções e corresponde perfeitamente ao ideal do herói que este género precisa. Já do lado feminino, Alicia Vikander com um rosto inexpressivo e voz monocórdica é quase enjoativa, mas depressa percebemos que é da personagem, que esse estilo funciona!, e depressa começa a expressar mais emoções. Brevemente veremo-la num outro filme onde decerto a sua sedução num registo completamente diferente terá muito mais efeito, mas nesta personagem já terá arrebatado vários corações.


No livro Tom é uma criança que vê espíritos, explicam como Malkin ganhou as forças para escapar e tem um tom mais leve (são vários livros vocacionados para crianças, quase como fábulas). Nos anos 80, certamente este Tom adulto teria conseguido o seu grupo de fãs. Hoje em dia, está condenado ao esquecimento. E é pena porque o filme talvez tivesse funcionado se fosse fiel ao livro. Se apostasse no segmento infantil até ficaria mais económico. Esta história para um público adulto não traz nada de novo, apostando como muitos antes dele em efeitos visuais para impressionar aos olhos sem que consiga conquistar o cérebro ou o coração. Nestes moldes nenhum milagre o podia ajudar.

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