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Crítica a "Saint Seiya: Legend of Sanctuary"

el  sábado, 17 janeiro 2015 18:30 Escrito por 

A propósito da chegada aos cinemas na Europa.

Até podem estar a ler em português, mas a data no fundo da imagem no topo não se refere a Portugal. A popularidade da série é que é tão grande na América Latina, que o filme teve direito a lançamento no Brasil, ao contrário de Portugal onde a série apesar da enorme fama tem sido constantemente ignorada. A animação japonesa no geral tem sido ostracizada. Se pensarmos que os filmes Pokemon e Dragonball estreiam em sala mais depressa que um Miyazaki, e que adaptações de animes icónicas como para imagem real  “Space Battleship Yamato” e “Lupin the 3rd” nem sequer entram nos planos das distribuidoras porque “a série não foi divulgada no nosso território”, a pergunta sobre quem tem a culpa é de resposta fácil. A estratégia da distribuição está focada no público infantil e na máquina previamente montada de marketing, e prefere manter toda a gente no mesmo segmento de mercado, em vez de apostar em formar um público com gostos heterogéneos e com gostos variados. Daria demasiado trabalho agradar a todos.

No Japão pelo contrário não é difícil promover a cultura nipónica e a manga “Seinto Seiya” de Masami Kurumada seguiu o rumo normal pelas séries de tv, videojogos, spinoffs em todos os formatos, e claro, filmes. Em Junho de 2014 chegou aos cinemas japoneses “Saint Seiya: Legend of Sanctuary” para em Agosto se propagar a Hong Kong e em Setembro às Américas. Itália teve-o há dias e está previsto chegar a França em Fevereiro. Uma velocidade de cruzeiro que em nada se compara ao mediatismo da série com que uma geração cresceu. Claro que é o primeiro dos vários filmes inspirados neste universo a chegar a tantos territórios, talvez porque também quem vendia não sabia que o podia fazer tão facilmente. Contavam-se pelos dedos os países onde os filmes dos anos oitenta conseguiam chegar aos cinemas. Era no vídeo que estava a sua legião de fãs, miúdos que procuram a adrenalina daquelas batalhas.

“Legend of Sanctuary” não foi um bom filme para começar a maior propagação da saga. Em vez de ser “inspirado em” ou a tão popular “prequela/sequela de”, é uma reapresentação muito rápida  das quinta e sexta parte do arco do Santuário. Por rápida digo que não há torneio, não há cavaleiros negros ou de prata, apenas ouro. Para quem preferir a escala da série, foi como se começasse no episódio 36 de 73. Não sabemos da preparação deles, não sabemos do seu passado, a relação dos seus mestres com os Cavaleiros de Ouro, nada. É como se vissemos os episódios que nos marcaram a infância (perdoem os mais jovens) em hora e meia. Pode bastar para reabrir o apetite, mas não substitui a sensação de ver os episódios um a um, tendo de levar com um genérico que, não sendo mau, nos está a impedir de chegar ao sumo mais depressa.

 

Para quem não viu a série o filme pode ser menos agressivo. Afinal, quando não se tem quaisquer expectativas ou uma haste inalcansável pelo caminho, tudo fica mais acessível. No entanto, sem o resto da história, fica muito perdido. Tira-se o sentido geral, e não se fica à espera de mais.

Quanto à animação, imensamente diferente da original por recorrer aos computer graphics, fica muito bem nas imagens estáticas, não nas animadas. Em tela só me fazia lembrar a série dos Digimon.

A sua passagem por Sitges foi criticada pelo horário inconveniente, mas acabou por ser o melhor para todos. Para isto, perder a unica oportunidade de a ver em grande ecrã não seria assim tão mau.

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