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Crítica a "Honeymoon"

el  segunda, 27 outubro 2014 03:00 Escrito por 

quem diz que o casamento traz felicidade?

Honeymoon” tem feito um percurso invejável pelos festivais do género com imensas selecções e nenhum prémio. O visionamento confirma isso mesmo: deve ser visto, mas não é extraordinário. Não é para quem quer uma noite de emoções fortes, é para quem gosta de explorar novas visões dentro do fantástico. Pode inclusivamente ser visto a dois, desde que não tenham medo de depois ter uma conversa sobre o passado.
Bea e Paul acabaram de casar. Devido ao pouco dinheiro na sua nova vida a dois, passam a lua-de-mel numa cabana da família dela que fica longe de tudo. Esse recanto pode ser bom para descansarem longe de tudo e todos, mas Bea ter uma ligação ao local que Paul não tem, acaba por os fazer viver o local de forma diferente. E quando Bea tem um momento de sonambulismo e começa a ter um comportamento diferente, nada voltará ser como dantes. Suspeitas e ciúmes do lado dele, desilusão e medo do lado dela. A experiência traumática vai piorando por não a estarem a superar juntos.

Leigh Janiak teve em “Honeymoon” o seu primeiro trabalho na realização, por isso teve o cuidado de o fazer com as pessoas e as medidas certas, e de poupar nas localizações, no elenco, e no conteúdo.
Rose Leslie foi a protagonista depois de passar por série como “Downton Abbey” (Gwen Dawson) e “Game of Thrones” (Ygritte). No papel masculino, Harry Treadaway, vinha de filmes como “The Disappeared”, “City of Ember”, “Cockneys vs Zombies” e mais recentemente a série “Penny Dreadful”. Na fotografia estava o experiente Kyle Klutz, já com dezenas de títulos no currículo, e outros tantos videojogos onde foi operador de câmara. Na sala de edição estava Christopher S. Capp, que, para não referir demasiados títulos, tinha acabado de fazer “The Hunger Games”. Portanto, era uma equipa pequena e competente. Acostumados a coisas maiores, talvez procurassem o desafio de fazerem muito com pouco, ou quisessem experimentar algo diferente.
As localizações são uma cabana, um lago e um restaurante. O elenco além dos dois acima referidos tem apenas mais duas pessoas. O conteúdo é um segredo que atormenta um casal recém-casado, quando supostamente começam um laço eterno e simultaneamente descobrem coisas um sobre o outro que antes desconheciam. Enfim, nada de extraordinário. Contudo, esse pouco é trabalhado de forma competente, mantendo as expectativas elevadas mesmo quando não há nada para mostrar além da atmosfera criada e da ilusão de claustrofobia muito bem extraída da clássica cabana no meio dos bosques. O filme vai jogando com as suposições que os espectadores fazem, não revelando nunca se estão certas ou erradas.

No fim quando chega a grande surpresa, não corresponde às expectativas de todo. É suficientemente original para dar nas vistas (não por ser novo, apenas por ser pouco utilizado), mas faltou muito para ser memorável ou mesmo para gerar discussão. No entanto conseguimos acreditar que só não foi melhor por falta de ambição, o que talvez tenha sido por razões económicas. Esperemos pelo próximo antes de tirar conclusões.

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