Scifiworld

Crítica a "The Boxtrolls"

el  segunda, 27 outubro 2014 02:00 Escrito por 

Um filme dentro da caixa.

Quase uma década depois da publicação do livro que o inspirou, “The Boxtrolls” chega aos cinemas. Um motivo para o ver seria o elenco vocal que inclui os talentos de Ben Kingsley, Tracy Morgan, Nick Frost, Simon Pegg, Elle Fannning, Tony Collette, Jared Harris e Isaac Hempstead-Wright (Bran Stark de "Game of Thrones"). Com as dobragens esse detalhe torna-se irrelevante. O segundo ponto é ser um produto dos estúdios Laika que visitaram o mundo do fantástico infantil com muito sucesso em Coraline e Paranorman. E para fechar, porque é uma refrescante visão dos malignos trolls, tão frequentes no cinema recente. Em especial porque um dos filmes seguintes da Leika será sobre Goblins, provando que os anteriores monstros family friendly a passar pelos estúdios são tudo menos um acaso. Dispensando mais apresentações, falemos então do que se passa nos subterrâneos da pacata vila de Cheesebridge.


A história do volumoso livro foi livremente adaptada e encurtada para caber num filme. A população está em alvoroço devido a umas criaturas nocturnas que levam tudo o que esteja pouco preso. Sabem que em tempos até crianças levavam! O exterminador local comprometeu-se a resolver o problema eliminando até ao último membro dessa praga. Para isso exige como recompensa um chapéu branco, símbolo máximo de prestígio daquela sociedade. O outro ponto de vista da situação é o dos trolls, que saem à noite para recolher coisas que a sua curiosidade acha dignas de interesse, e são perseguidos como se de monstros se tratassem. Cada um deles leva sempre vestida uma caixa o que lhes permite camuflarem-se temporariamente, uma protecção irrisória contra a maquinaria que os humanos de chapéu vermelho usam. Um dos trolls, aquele a quem chamam de Ovo, parece diferente. Quando os exterminadores levam o seu pai, Ovo vai ganhar coragem e sair em busca dele.


Do ponto de vista das crianças, o filme é pouco apelativo. As personagens são estranhas e convencionais, as cores sombrias, a música invulgar e a história de fundo é pouco alegre (na internet encontram-se inclusivamente comparações ao holocausto). Para os adultos as pequenas mensagens escondidas poderão dar algum interesse mais. Como a necessidade incontrolável de experimentar e inventar. Os destinos ridículos que se dão ao dinheiro destinado a boas causas. E há a eterna dicotomia entre Bem e Mal, cada lado com a sua própria opinião subjectiva e parcial baseada em eventos e indivíduos em vez de no todo. As personagens que se interrogam sobre isso mesmo são a maior graça ao filme.

The Boxtrolls” está longe de ser uma bela animação colorida. As suas máquinas diabólicas, os cenários de esgotos e demais sítios desagradáveis apesar de bem apresentados não o tornam uma prioridade para as crianças em busca de cor. Opera num território fronteiriço ao steampunk (lembram-se de “9”?) correndo o mesmo risco dos monstros que nos traz e sendo um belo horrível. É preciso superar a repulsa inicial para desfrutar do que tem para nos dar. Apesar de ter uma história linear para o público de seis anos, não será de todo cativante por si só. E fujam ao trailer pois é daqueles que conta todas as melhores piadas em dois minutos.

Deixe um comentário

Certifique-se que coloca as informações (*) requerido onde indicado. Código HTML não é permitido.

Mais Vistos

 

C/ Celso Emilio Ferreiro, 2 - 4°D
36600 Vilagarcía de Arousa
Pontevedra (España)

Redacción: 653.378.415

info@scifiworld.es

Sobre Scifiworld

Copyright © 2005 - 2020 Scifiworld Entertainment - Desarrollo web: Ático I Creativos