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Crítica a "Annabelle"

el  quarta, 08 outubro 2014 16:00 Escrito por 

Não é digno do filme ao qual sucede.

The Conjuring” foi um filme de imenso sucesso. A coincidência de marcar o último projecto original de James Wan no terror por um período indeterminado ajudou a vender entradas, mas o filme teve excelentes resultados por mérito próprio. Era um produto suficientemente original num sub-género esgotado. A prequela em jeito de spin-off “Annabelle” estava perante uma fasquia elevada. Quando chegou o momento de saltar, é verdade que correu, deu impulso e passou sem derrubar a fasquia. Mas apenas porque passou muito por baixo.

Se “The Conjuring” foi dos melhores filmes do género moribundo do exorcismo, “Annabelle” foi o aposto do que se poderia esperar. Entrando no território dos bonecos diabólicos onde Chucky é rei e James Wan roçou a perfeição – se não viram “Dead Silence”, vejam depressa – pedia-se muito a John R. Leonetti. Este director de fotografia que já tinha trabalhado na saga de Chucky e em vários filmes de Wan incluindo o dos bonecos assassinos, é um especialista em sequelas, tendo realizado o segundo capítulo de Mortal Kombat e de Butterfly Effect . Não se pode elogiar é o que conseguiu neste filme onde o marketing vende uma coisa, a sequela vende outra, e no fim não nem temos o que eles prometem, nem temos um filme que dê gosto ver.

Annabelle pelo que sabíamos antes é uma boneca muito perigosa. Aqui vamos conhecer as suas origens. Uma explicação vaga e incompleta que envolve o culto satânico passando por Charles Manson e pelo símbolo do carneiro não chega para assustar. Há um momento intenso, que depressa descamba num grande nada. Depois temos um mero drama dum casal com alguns problemas mas muito amor, vamos recebendo mais pistas soltas e Annabelle fica imóvel, como se esperasse uma oportunidade para se revelar. Mas não o faz, não causa calafrios, se não fosse um festival de terror o facto de ter de acontecer algo assustador seria completamente esquecido de tão insignificante que é. Subitamente muda para um filme de fantasmas. Consegue ter uma cena intensa (mas não original) e quando parece começar a ganhar interesse, entra numa longa sequência de maus clichés onde as falhas de montagem e de cenário são óbvias, a boneca é completamente ignorada e o único motivo para rezar é desejar que o nosso suplício como espectadores termine depressa.

No fim não sabemos quem foi a Annabelle original. A explicação de como passou para a boneca não satisfaz de forma alguma. Qual a sua missão, que seria o enorme twist, era evidente. Falha completamente como filme de bonecos diabólicos por não ter algo digno desse nome, e ainda mais como filme de terror de tão mau que é no que tenta fazer. Uma das poucas coisas positivas que se pode apontar é que Annabelle Wallis, a protagonista, se esforça bastante num filme que está oitenta por cento nos seus ombros. Talvez por isso tenha tal título. É apenas uma vídeo de apresentação dessa outra Annabelle, representando como uma mulher por vezes forte e por vezes frágil em diversas situações inverosímeis.

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