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Crítica a "Stage Fright"

el  quarta, 10 setembro 2014 15:30 Escrito por 

 

É normal ter medo do palco. Actuar ao vivo, em directo, sem repetições. A exposição pública, a oportunidade irrepetível de causar uma boa ou péssima impressão, a inevitável comparação com outros.  Um apresentador, intérprete ou quem seja, tem de saber lidar com os olhares, os holofotes, os microfones, os imprevistos e os improvisos. Tem de controlar a voz, o corpo, o suor. Em suma, está lixado. E se a tudo isso juntarmos um assassino em palco, as coisas podem correr muito mal. Mas the show must go on e tudo isso.

 

Center Stage é um campo de férias como muitos outros que vimos no cinema e tv. Único. As crianças e jovens que vão para lá têm o sonho de serem estrelas da Broadway e estão dispostas a tudo por um bom papel. E tal como vimos em Camp Rock, uma das funcionárias decide juntar-se aos aspirantes. Só que Camilla não tem apenas um dom. Tem uma obrigação e herança genética que a atiram para os palcos. A sua mãe era uma estrela nos palcos e morreu na noite de abertura duma interpretação do Fantasma da Ópera, às mãos do mesmo, ou de alguém vestido como ele. Agora que o campo vai  reimaginar essa obra imortal, a filha quer ocupar um lugar que é seu por direito. Mas  entre um fantasma que não perdoa e adolescentes ciumentos com hormonas aos saltos, tudo pode correr mal para a jovem.

 

Estamos perante um daqueles raros casos onde os géneros terror e musical andam de mãos dadas. A música começa logo no autocarro e vai marcando presença regular na narrativa, ainda que a maioria seja da peça interpretada ou venha da música clássica e não haja muitos originais.

Não esperem um filme bom ou inteligente pois foi feito para adolescentes e para quem se satisfaz com pouco. Se vos basta ter música, facadas, sangue, mortes e homenagens a momentos-chave de filmes icónicos, estão no filme certo. Se isto vos parece de menos, ou algo vos parece estar a mais, evitem-no. Aliás, a mensagem com que o filme começa, define o tom para toda a duração. Se o público reagir bem, vai ser bom. Se reagir mal, a sessão vai parecer muito longa...

Uma bela ideia do senhor Sable que se lançou de forma arriscada para fora da zona de conforto e nos deu um produto minimamente original dentro do que tem sido banal ver nos canais de televisão juvenil.

 

Uma nota para as surpreendentes performances vocais. Apesar de nos ensaios terem algumas notas de fugir, no hino do campo e no espectáculo de encerramento estão no ponto.

 

E espreitem a galeria de cartazes antigos.

 

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