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Crítica a "Dead Snow 2: Red vs. Dead"

el  domingo, 07 setembro 2014 17:00 Escrito por 

O mesmo exército, mas agora com um tanque.

O maior problema das sequelas é que nos obrigam a ver a primeira parte. “Dead Snow 2” até vos poupa o trabalho resumindo o que se passou. Logo quando não era preciso. Não só ao longo de cinco anos o primeiro “Dead Snow” foi certamente visto por toda a gente que possa estar interessada na sequela, como o segundo não precisava de se esticar em explicações. Vejamos, no primeiro aparecem zombies nazis e são derrotados. No segundo voltam para se vingarem do único sobrevivente. Apenas isso. A receita não é nova. Não é muito original. O regresso dos nazis - sejam dos congelados, dos mumificados ou dos que estão escondidos na Lua - está mais na moda do que alguma vez se pensou. Mas não é por isso que se vai deixar de ver um dos grandes momentos de comédia do ano. Aliás, se só puderem ir a uma sessão do MOTELx, está será a com melhor ambiente. Tem tudo para ser um momento muito bem passado, desde que, tal como no primeiro, o vejam acompanhados e com disposição para se rirem.

A internacionalização da primeira parte pode ter sido exacerbada (confesso que precisei de alguns anos antes de a ver), mas esta sequela chegou com a certeza que ia ser vista por mais gente, em mais países, em menos tempo. Tinha o sucesso garantido mesmo sem qualquer promoção. Bastava o título. E por isso mesmo arranjou uma forma de misturar uns americanos à história para americanizar a trama. A banda sonora é reconhecível por todos (e tem grandes escolhas que não combinariam no tradicional filme de zombes). Já não aponta para os fãs de nicho com obscuras referências a “Braindead”, agora vai ao mais standard “Star Wars” (com alguns momentos “Idle Hands”). Foi feito para que todos o pudessem ver. Desde que esses “todos” estejam acostumados a braços decepados, tripas esticadas e um humor grotesco e inconveniente atípico das produções mainstream. Tommy Wirkola voltou às origens e num instante se redimiu das experiências infelizes pelas terras alemãs feitas com dinheiro americano (“Hansel & Gretel: Witch Huters”). Como deixou para trás esses cinema. Coloca num frente a frente alguns noruegueses, os nazis do costume, os americanos especializados no combate de zombies, alguns soldados soviéticos para justificar o sub-título e o resto acontece por si só. Tão depressa que nem se dá pelo tempo a passar, nem que seja numa sessão da meia-noite.

 
Com uma história disparatada, muito humor, uma produção com dinheiro para gastar nos sítios certos (ler “com juízo para não destruir carros em demasia”), actores no ponto para nos entreterem sem se desleixarem pelo ambiente relaxado nem se deixarem levar pelo overacting destas personagens invulgares, “Død Snø 2” com o seu orçamento de 4,5 milhões de euros dá uma lição sobre como fazer blockbusters na Europa para todo o mundo ver. Melhor só uma maratona com os dois filmes de uma assentada.

E não se esqueçam de ver mesmo até ao final pois há uma pequena cena extra depois dos créditos.

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