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Critica a "Wolf Creek 2"

el  domingo, 07 setembro 2014 13:00 Escrito por 

Depois de três prémios no Nocturna, “Wolf Creek 2” chega a Portugal via MOTELx.

A saga Wolf Creek não está apenas a definir uma fasquia para o slasher australiano. Está a dar ao mundo um novo australiano por quem torcer. O primeiro desde Crocodile Dundee. A diferença é que este não é simpático e não parece interessado em fazer amizades.

A Austrália é conhecida por ter animais únicos como cangurus, koalas, ornitorrincos, dingos, equidnas e vombates. Fora dos panfletos turísticos tem um invejável catálogo de crocodilos, medusas, tubarões, cobras e serpentes, escorpiões, aranhas venenosas... até há plantas venenosas. E claro, tem extensos desertos. Mas um turista que queira morrer, tem de conhecer Mick Taylor.
Ser uma sequela podia funcionar como uma desvantagem para o filme, mas Mick é daquelas personagens que não precisa de muito para se apresentar. Aliás, os primeiros minutos de “Wolf Creek 2” são a melhor introdução possível ao que Mick gosta de fazer. Após esse intenso recordar de como ele é, passamos para a lenta e agonizante lamechas apresentação do casal alemão em férias. Será o único momento do filme sem sangue visível. Logo chega Mick no seu todo-o-terreno - o cinema não tinha condutor tão perigoso desde “Jeepers Creepers” - e começa a diversão. Este caçador de porcos adora o seu país em toda as suas facetas. O que ele não gosta mesmo é da constante invasão de turistas. E parece que os estrangeiros adoram meter o nariz no seu território, Wolf Creek.

Os limites da crueldade humana são desconhecidos. Parece que a criatividade dispara quando se trata de fazer mal aos outros. Mick não tem truques elaborados, é apenas sádico. Tirando isso, parece ser uma pessoa de bom trato, que gosta de beber, de piadas e de uma boa conversa. Talvez por isso as opiniões aqui se dividam entre apoiar o herói ou o vilão. As vítimas são tão vulgares, enquanto ele é tão carismático, que por uma vez não faria mal inverter as coisas. Mas desta vez as coisas vão mudar pois parece ter encontrado um rival à altura. Depois de despachar os alemães, vai passar muito tempo a perseguir um inglês que tem a estranha ideia de tentar sobreviver. Estes turistas são loucos.
O elenco reduzido em nada prejudica o filme que tem a história resumida ao duelo destas duas personagens.  veteran John Jarratt volta a deixar uma boa imagem como Mick e o jovem actor Ryan Corr confirma o seu estatuto de promessa do cinema australiano.

A nível doméstico resultou pois conseguiu liderar as bilheteiras por uma semana em Fevereiro, altura em que os pesos pesados dos Oscares se acumulam nas salas (roubou o lugar a outro lobo, o de Wall Street). A nível internacional o Nocturna ainda foi o local onde fez mais sucesso, acumulando os prémios de realização, argumento e interpretação.
Wolf Creek já não é apenas uma minúscula reserva no noroeste australiano. Hoje em dia é uma saga com pernas para andar bem longe, nem que seja no formato home video.

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