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Crítica a "Mission: Impossible - Fallout"

el  terça, 07 agosto 2018 18:00 Escrito por 

Mais uma aventura para o grupo do costume.

A equipa secreta mais conhecida do mundo está de volta para uma nova missão. Ethan Hunt já tem vinte e dois anos de experiência a salvar o mundo e em Fallout a parada é ainda maior. Já desde o primeiro filme que nos dizem pra esperar o impossível pelo que nada do que aconteça em tela nos surpreenderá, mas eles usam tudo o que está ao seu alcance para nos darem uma injecção de adrenalina maior a cada cena.

Pela primeira vez o filme tem ligação direta ao anterior. Solomon Lane ainda atormenta os sonhos de Hunt que inconscientemente quer voltar para Julie. A missão, que não são obrigados a aceitar, envolve completar o trabalho de desfazer a Rogue Nation, cujos agentes operacionais se denominam Apóstolos. A única coisa pior do que um exército de agentes secretos mercenários a tentar controlar o poder instalado, são agentes anarquistas a agir para destruir a sociedade que conhecemos. A equipa IMF começa a agir como só eles sabem, mas, devido a um imprevisto no decorrer de uma missão de rotina, a CIA exige a colaboração activa do seu melhor agente, August Walker (Henry Cavill). Walker é implacável e os seus métodos colidem com os valores da IMF, mas de alguma forma conseguem fazer e cumprir o plano... Até à próxima situação inesperada.

Tom Cruise encontrou um filão quando lhe deram esta personagem e lentamente o thriller de espionagem inspirado numa série se tornou numa saga de acção com poucos rivais. Com argumentos criativos que exigem muito fisicamente, e aquele toque de humor que todos os filmes com Simon Pegg possuem, os M:I têm um estilo muito próprio totalmente assente no protagonista. Este sexto capítulo tal como o anterior coloca a equipa contra tudo e todos. O grupo de confiança de Ethan conta-se pelos dedos de uma mão e, ao contrário do habitual nos filmes anteriores, os colegas tornam-se cada vez mais fulcrais para o sucesso da missão. No clímax existem três alvos e tempo insuficiente para que uma pessoa esteja em todo o lado pelo que qualquer mão firme é bem-vinda.

O elenco está em força. A micro-equipa está toda reunida com os aliados e inimigos que foram sobrevivendo. Cruise na mesma. Pegg na mesma. Rhames com mais destaque do que ultimamente, fazendo recordar os primeiros filmes e trazendo alguma tranquilidade a uma aventura conturbada. Ferguson continua a ser o elemento externo que desestabiliza um cenário já complicado. Cavill e o seu bigode destoam ao início (foi mais credível como agente secreto no “The Man from UNCLE”), mas para o final está aceitável. Angela Bassett está a ter um ano em grande como produtora/co-protagonista de “9-1-1” e em papéis de destaque em “Black Panther” e “Bumblebee” além deste.

Tecnicamente não há nada a apontar. As cenas de acção são as mais realistas possíveis e nas outras os efeitos especiais são de topo. As localizações foram bem escolhidas, sendo próximas, sem serem vulgares. O argumento tem quase duas partes distintas porque quando termina a primeira aventura fica a faltar algo que a segunda traz em abundância. Esse algo é uma mistura de explosões e emoções que na primeira parte estão dentro do esperado e no final claramente superam as expectativas. Quando termina fica um alerta para como o mundo é frágil e a maioria da humanidade está a um louco de desaparecer. E a certeza que alguém nas sombras age para adiar esse momento inevitável.

É mais do mesmo, mas ao contrário de muitas outras aventuras do género, não farta e não entra em excessos que comprometam a continuidade da saga.

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