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Crítica a "Les Affamés"

el  domingo, 22 outubro 2017 14:50 Escrito por 

Uma outra visão dos zombies.

Estando o género dos zombies saturado há muito, é de desconfiar sempre que surge uma visão dita diferente. Mas quando essa proposta chega pelas mãos de Robin Aubert, cineasta que nos trouxe o fascinante “Saints-Martyrs-des-Damnés”, é preciso estar atento. É que Saint-Martyrs na altura - já passou mais de uma década – foi completamente diferente e uma experiência arrasadora. Aubert foi fazendo alguns filmes e televisão, maioritariamente como actor, e depois de vários dramas voltou ao terror. Para não variar, continua a ser muito diferenciador.

Les Affames” não é como os outros filmes de zombies que se costumam ver. É dos mais próximos a Romero que vimos nos últimos anos. O foco está nos habituais humanos que tentam sobreviver num mundo pós-apocalíptico povoado por zombies. Alguns grupos pequenos juntam-se e tentam coordenar esforços, mas os mortos-vivos também têm o seu plano. E entre os humanos há quem não regule bem da cabeça e providencie vários momentos cómicos. Mas tirando esse detalhe, é uma visão mais elaborada do que o habitual e onde os zombies têm algo de especial. Quando estão em repouso, fazem coisas estranhas. Até que um movimento ou som faz disparar o seu modo selvagem em que correm atrás da carne fresca. A ter de usar comparações, as criaturas ficam algures entre “The Walking Dead” e “Stakeland”, mas com menos humanos à mistura. E o filme, com o seu ritmo próprio, é mais próximo do horror do que da acção.

Tecnicamente está muito bem feito, o som é um elemento fundamental e os actores, ainda que desconhecidos do grande público, fazem o que lhes compete sem falhas.

É um filme muito pausado, onde a condição humana é analisada em detalhe. Uma família de desconhecidos, juntos por necessidade, acabam por criar laços enquanto tentam proteger a criança dos horrores da realidade. Essa visão tão rotineira acaba por ser o elemento familiar que nos prende a uma narrativa difícil e onde o francês cerrado do Quebeq não ajuda a perceber. Tem os seus momentos gore, tem momentos de humor e tem momentos de puro horror. Aubert desta vez não convence, mas continua a ter uma voz original.

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