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Crítica a "Beauty and the Beast"

el  quinta, 18 maio 2017 12:30 Escrito por 

Vinte e seis anos depois, estamos de volta à magia.

As velhas lendas e contos de fadas europeus sempre foram uma fonte de inspiração para a Disney construir o seu universo de sonho. Os dois pontos mais altos foram “Snow White” que trouxe oito Oscares para casa mesmo sem ganhar a única categoria onde estava nomeado, e “Beauty and the Beast” que foi nomeado para Melhor Filme dez anos antes de existir uma categoria própria para a animação.
É verdade que essa nova categoria demorou a ser dominada pela Disney, mas depois de duas derrotas em dois anos venceu 11 dos 14 toféus (na verdade foram 8 Pixar e apenas 3 Disney, mas vai dar ao mesmo). Estando a animação controlada, era chegada a hora de investir na imagem real. A nova tendência começou a ganhar força com “Maleficient” a que se seguiu “The Jungle Book” e ambos foram enormes sucessos. “Pete’s Dragon” deu para os custos. Com a chegada de “Beauty and the Beast”, as expectativas eram altas e a aposta no mediatismo de Emma Watson foi clara: o seu salário seria igual ao de Angelina Jolie em “Maleficent” se o filme tivesse os mesmos resultados (750 milhões). O filme vai com 1200 milhões. Era conhecido o interesse de Watson na personagem. A actriz esteve envolvida na versão de Guillermo del Toro do filme que entretanto foi cancelada, e a Disney não perdeu a oportunidade de capitalizar a fama da actriz atraindo-a para fazer essa mesma personagem num filme que seria visto em todo o mundo.

O que tem Belle de especial para interessar a Watson? Para começar é uma personagem inteligente e devota da leitura que não se deixa fascinar por homens musculados e broncos, e é talvez a única princesa Disney que beija o seu príncipe em vez de ser beijada por ele. Sendo Watson a fundadora de um clube literário e a mais conhecida voz do feminismo à escala global, é perfeitamente normal que Belle seja a sua inspiração. É uma inspiração para todos nós!

Este novo filme tinha de converter uma das mais amadas obras do cinema em algo novo e fresco, sem desiludir os milhões que cresceram a ver esta história e a ouvir aquelas músicas. A solução foi fazer quase o mesmo. Há tantas cenas decalcadas da animação que por momentos nem há certezas do que se estará mesmo a ver. A cena de abertura ao som de “Belle” e o jantar com “Be Our Guest” são os dois exemplos mais flagrantes. No resto da história nota-se algum interesse em fugir à visão infantil e respondem a várias questões sobre a origem de Belle e a sua mãe, constroem um Gaston bem mais assustador do que o original, e também os empregados do castelo ganham uma nova alma no final. Várias decisões inteligentes por parte dos argumentistas. Na realização mais uma vez Bill Condon desilude e faz um produto banal e com pouco interesse para quem não estivesse já fascinado com o romance impossível de Belle e do seu príncipe encantado ou com a actriz que tornou o seu e nosso sonho realidade. Ainda que as personagens computadorizadas sejam tão boas como as originais (aplausos para o fantástico elenco que fica escondido até ao final), a versão animada estará para sempre no nosso imaginário e isso era impossível de suplantar. Emma Watson ainda não se distanciou do seu passado mágico, mas está a fazer os possíveis para construir uma carreira da qual se possa orgulhar.

Fujam da versão dobrada (maiores de seis) e cuidado com a versão legendada (maiores de doze) pois a tradução das músicas é simplesmente atroz e algumas das decisões tomadas deviam ser crime. Não é fácil traduzir letras. É pior quando se tem de respeitar rimas e métricas, mas o que foi feito aqui é inenarrável.

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