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Crítica a "Batman v Superman: Dawn of Justice"

el  segunda, 22 agosto 2016 07:30 Escrito por 

Façam as vossas apostas, o combate do século vai começar!

Se há um trunfo a favor da DC na discussão inútil de quais os melhores super-heróis, é o facto de cada um à sua maneira, os alter-egos de Clark Kent e Bruce Wayne serem heróis do ponto de vista físico, intelectual ou moral que cada um gostaria de ser.

Na versão com que nos deparamos neste filme, o Super-Homem parece já ter encontrado o seu rumo como falso humano e o seu lugar ao lado de Lois Lane. Após a luta contra os kryptonianos e alguns outros actos heróicos isolados é um terrestre de pleno direito. Ainda que o seu lado Clark não seja nada parecido com o que nos acostumamos a ver nos comics – está mais altivo e respondão – essa característica estava evidente na personagem que foi construída em “Man of Steel” e alinha com o que vimos há cerca de dois anos nos comics, com Kent a deixar o Daily Planet e a tornar-se blogger para poder investigar o que acha relevante para a sociedade e não o que lhe dizem ser importante. Por outro lado este Batman que nos surge do nada, não sabemos muito sobre ele. Tal como Luthor, é um homem rico a recolher informação sobre indivíduos fora do comum. É-nos dito que algo no seu passado recente foi traumático e a chegada do Super-Homem acordou uns fantasmas adormecidos que o fazem desconfiar do alienígena, assim como de tudo o que não pode ser morto de forma simples. Sendo um estratega brilhante, tremendamente corajoso e indiferente à morte, vai adquirir kryptonite e construir uma armadura capaz de enfrentar o ser mais poderoso do universo conhecido. Estes dois homens vão ainda cruzar armas com muita classe nos eventos sociais onde as suas identidades mundanas os colocam. E depois, ainda há uma mulher. Não uma mulher qualquer, uma Mulher-Maravilha. A travar a mesma luta há muito mais tempo do que eles podem imaginar, vai ver a impulsividade dos dois guerreiros como algo típico de jovens – e em particular do sexo masculino - e pacientemente esperar que não a atrapalhem antes de poderem ser usados.

Esta colocação de peças no tabuleiro está muito bem-feita, o problema é que depois descamba num filme típico de super-heróis com guerra, explosões e mortes, e com mais pontas soltas do que seria desejável num filme que tinha como propósito distribuir os pontos que o díptico “Justice League” iria ligar facilmente. Tal como este Kent é diferente do que esperávamos, também este Wayne não convence facilmente e terá de dar provas nos próximos filmes. A sua capacidade de antecipar o que virá dá um ar de graça, veremos se os filmes em imagem real se aproximam do grande Batman que temos visto nos filmes de animação. No entanto as versões mascaradas dos dois homens são imponentes e dignas da sua tradição em papel, e o ponto de vista da Princesa das Amazonas é o melhor: são dois jovens que acham já ter atingido o seu potencial. Nós sabemos que mais filmes virão, com novos vilões e muito mais será exigido de todos eles e dos outros. “Dawn of Justice” foi bem pensado e faz parte de uma estratégia da Warner/DC que provavelmente vai resultar, mas ainda não foi este filme que convenceu.

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