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Crítica a "Hyena"

el  quinta, 10 setembro 2015 12:30 Escrito por 

muita garra e pouca uva.

Em 2010, ano em que o MOTELx deu destaque ao terror britânico, uma das obras apresentadas fugia um pouco ao género do terror. Era “Tony”, a história de um assassino bastante peculiar e das pessoas que ele tinha de matar. Pois passados cinco anos o seu realizador, Gerard Johnson, traz-nos uma nova proposta, “Hyena”, ainda mais longe do fantástico, mas nem por isso elemento menor da família do terror (ainda que não seja um grande filme, ficam desde já avisados).


Novamente protagonizado pela estrela de “Tony”, Peter Ferdinando, “Hyena” é um thriller policial com intriga, traições, droga, sexo e claro, muitas mortes sangrentas. Michael faz parte de um grupo de polícias londrinos. É também elemento activo do mundo do crime, desde corrupção passiva, até financiamento de rotas de tráfico de droga e um consumo excessivo da mesma. Michael não se deveria importar quando os Assuntos Internos começam a investigar a equipa mais persistentemente – sempre os conseguiu despistar – mas o submundo está a mudar. Os Albaneses começam a roubar o mercado que era dos seus amigos turcos e Michael vai ter de adoptar múltiplas máscaras: uma para os turcos; uma para  os albaneses, uma para os Assuntos Internos, uma para o seu novo chefe… Tantos olhos em cima dele quando tem tanto nos ombros vão começar a ter o seu efeito. Conseguirá o inspector fintar todos os adversários e levar a sua avante? Deixará cair alguma das máscaras e o negócio associado? Sobreviverá?


Com uma ideia-base sólida e uma filmagem adequada ao estilo, “Hyena” depressa vai construindo uma narrativa apelativa. O protagonista está muito bem e demonstra as garras de um animal selvagem, pouco quando está em liberdade, com uma fúria fascinante quando se sente apertado pelos oponentes. O elevado número de personagens não é difícil de acompanhar, infelizmente algumas delas são tão ridículas que são logo ignoradas por se perceber que não terão interesse na história. Quando todo o tabuleiro está montado e esperávamos um conclusão decente, é o próprio filme que se começa a desmoronar, numa série de cenas sem ritmo, investigações inconclusivas e situações pouco credíveis. Grandes frases que foram sendo lançadas não dão em nada além de uma desilusão por as ideias terem estado lá e se terem esfumado. Até a hiena que é usada num dos cartazes e poderia tão bem ter sido usada como metáfora, acaba por não aparecer de forma alguma, nem uma simples menção!, como se tivessem acidentalmente cortado a cena que deu nome ao filme. Vemos sangue e desmembramento, mas não se extrai substância de toda a matéria prima.


Tão bem encaminhado ia o filme, e acaba descambando num grande nada que o coloca no triste pódio dos piores do festival até ao momento.

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