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Crítica a "Tomorrowland"

el  domingo, 21 junho 2015 21:20 Escrito por 

Deixem-se levar para o reino da imaginação.

Segunda reza a lenda, a ideia do filme “Tomorrowland” foi encontrada pela Disney entre os projectos do próprio Walt Disney que não foram concluídos. Essa alta expectativa foi desaparecendo da campanha de marketing à medida que os nomes sonantes se juntavam. E depois dos nomes do elenco, foram os efeitos especiais de topo que concentraram as atenções. “Tomorrowland”; como o nome prometia, seria uma viagem ao futuro com tudo o que tinhamos direito.

Tudo começou quando um pequeno sonhador foi à World Fair de 1964, o local e momento onde os maiores inventores da humanidade se reuniram. Frank tinha um invento para apresentar e isso acabou por ser o seu inesperado bilhete para um lugar secreto, a verdadeira convenção de génios. Alguns anos depois, Casey não está a criar, está a destruir. A sua missão secreta é sabotar a desmontagem de Cabo Canaveral, a antiga base da NASA que lhe serve como último farol num mundo onde, ironicamente, o progresso não tem futuro. Ambos recebem um pin e ambos serão atirados para uma missão maior do que eles: voltar a dar esperança ao planeta. Partindo numa viagem pelo mundo com muita filosofia e ciência, farão o que for preciso para nos dar mais do que algumas horas de vida.

Com base em muitas criações do universo Disney, desde referências a Star Wars e Pixar até diversões dos parques Disneyworld, “Tomorrowland” tinha tudo para funcionar nas duas dimensões. Por um lado ajudava a alertar para o mal que fazemos de forma continuada a este nosso único planeta. Por outro, promovia discretamente os produtos da empresa. Para o espectador a primeira é uma causa merecedora e a segunda corresponde a algo que se sabe. Não nos estão a importunar ou a vender banha da cobra. Faltou a terceira dimensão. “Tomorrowland” não funciona como filme. O seu potencial era ilimitado e no fim sabe a pouco. Tem as ideias, o elenco, os cenários, até tem andróides!, mas o início levemente forçado dá o tom errado a um produto que devia assumir orgulhosamente e à partida que era ficção-científica de topo, em vez de se apresentar apenas como um filme para toda a família. Isso faz parte da essência dos títulos Disney, é um motivo de orgulho e nenhum outro estúdio poderia ter feito esta obra, mas ainda assim parece que se rebaixou a filme infantil quando tem uma lição para ensinar a todos nós. Como se Wonderland tivesse sido apenas sobre a Alice e não ficassemos a conhecer todas aquelas maravilhosas criaturas.

Ainda que existam alguns pontos por explicar várias vezes ao longo do filme, a ideia é boa e necessária. O nosso mundo está em risco e só um grupo de visionários e sonhadores como os Plus Ultra (onde além do quarteto referido no filme imaginamos pessoas como Disney, Zemeckis, Spielberg, Miyazaki, Columbus, Heinlein, Gilliam, Burton, Del Toro e todos aqueles que nos trazem mundos melhores e perspectivas de futuro) nos podem indicar o caminho a seguir. Onde o filme acerta, é ao dizer que o futuro está nas crianças. Adaptando o poeta, “o mundo pula e avança nas mãos de uma criança”. Só os sonhadores - e os jovens são peritos nisso - podem trazer alguma cor à nossa cinzenta realidade. E só dando às gerações futuras tempo, educação e esperança, elas nos poderão conduzir para o tal mundo melhor, seja isso noutro planeta ou noutra época.

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