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Crítica a "Run All Night"

el  domingo, 07 junho 2015 12:30 Escrito por 

Liam Neeson continua imparável.

 

Jaume Collet-Serra tem feito vários filmes nos Estados Unidos e Liam Neeson tem vindo a tornar-se no seu protagonista de eleição. Se até agora todos os filmes do catalão eram suficientemente diferentes para não serem confundidos - um de terror, um de desporto, um thriller familiar, um de intriga e acção, um de acção puro - “Run All Night” começa a parecer repetitivo. Não só Collet-Serra volta ao género da acção, o mais recente que fez, como Neeson tem tido em demasiados filmes a missão de salvar a família do mal que ele próprio criou. Entre o realizador que finalmente se conforma com um género (e nem sequer o seu melhor) e o actor que tem feito sempre o mesmo, os espectadores fugiram um pouco ao filme.

 

A história é de Brad Ingelsby, o argumentista que vai adaptar "The Raid" para o cinema americano. Em “Run All Night”  somos apresentados a Jimmy Conlon (Neeson), um bêbedo inútil que vai fazendo uns biscates à custa do seu passado em que foi muito prestável a pessoas importantes. É Natal e Jimmy, muito necessitado de dinheiro para necessidades como o álcool, aceita a humilhação de fazer de Pai Natal para Danny Maguire (Boyd Holbrook), de forma a conseguir uns dólares. Enquanto isso outro Conlon, Mike (Joel Kinnaman), filho de Jimmy, que não sabe nem quer saber do pai, está a trabalhar para uns fulanos que se vão encontrar com Danny. Alheio a tudo, o velho amigo de Jimmy, Shawn Maguire (Ed Harris), tenta manter o seu império a salvo do seu adorado filho e das asneiras que ele vai fazendo. Até que os jovens Mike e Danny entram em confronto, obrigando Jimmy a intervir, o que traz Shawn por arrasto e o conflito toma umas proporções estranhas, dando origem a um dos Natais com menos paz e amor que a cidade e essas famílias alguma vez recordarão.


É sempre um pouco estranho quando um actor que acabou de conseguir um lugar por mérito próprio no cinema de acção tem de receber lições de um veterano. Ver Joel “Robocop” Kinnaman como o filho inexperiente de Liam Neeson é um desses erros de casting que podiam ser evitados. O actor consegue transmitir o medo no olhar, mas não é a mesma coisa para quem vê. Já Neeson soffre do mesmo em sentido contrário. Por muito acabado que queira parecer, estamos conscientes que é capaz de derrotar um exército apenas com as mãos. Com actores menos conhecidos teria tido outro impacto, mas assim que começa é fácil abstrair disso e apreciar o filme pelo que é. O que é, é uma amálgama de ideias pré-concebidas sobre assassinos e honra em sequência. A estrutura é sólida, mas continua a estar sobrecarregada de ideias. O crescimento do ritmo do início para o final é bastante discreto, mas se o filme tivesse melhor definido para onde ía e o fizesse mais cedo, não nos teria levado numa viagem que começa a falar do passado, para depois se tornar um thriller,  seguido de camadas alternadas de honra e acção. Um pouco menos de mistura e teria sido um produto bem mais sólido.

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