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Crítica a "Insurgent"

el  quarta, 22 abril 2015 21:30 Escrito por 

O momento da afirmação.

Semanas antes da estreia do filme os ecrãs dos cinemas começaram a anunciar um livro Quatro. Estando a trilogia fechada e já quatro filmes anunciados para esses três livros, era um pouco estranho que Veronica Ross retomasse o tema sem que as notícias de novo filme surgissem. Isso depressa se explicou e "Quatro" revelou ser uma prequela dedicada à personagem preferida do sexo feminino dos últimos anos. Foi por isso com as mentes e os olhos do mundos postos em Quatro que "Insurgent" surgiu. Por isso até foi bom que o primeiro filme tivesse mantido uma aura de mistério em torno da personagem. Assim com o maior choque que este filme causaria, as vendas do livro a um novo público seriam bem favorecidas.


Em "Insurgent" Tris, Quatro e os seus aliados na fuga estão refugiados com os Cordiais e terão de ir até aos Cândidos para se reunirem com os outros Intrépidos. Enquanto isso, os Eruditos avançam com um novo plano de exterminação de Divergentes e os Sem Facção revelam serem bem mais perigosos do que os conformados, pois a sua necessidade de sobreviver tornou-os tão ágeis como os Divergentes, mas insensíveis aos demais. Será nesse mundo prestes a ser dividido que Tris encontrará o seu lugar e a sua missão.


O grande trunfo do primeiro filme foi todo o conceito das simulações. Neste segundo isso é reforçado pois os Eruditos trocaram o seu plano de exterminar Divergentes pelo de usar os Divergentes e usá-los na simulação que revelará a mensagem secreta dos Fundadores. A ideia de um software ser inviolável 200 anos depois da sua criação é hilariante, mas temos de pensar que o labirinto virtual é a nova versão das pirâmides egípcias e para toda uma geração esse será o maior desafio que enfrentarão. Isso já vem de longe ("Ender's Game", "Ready Player One") e na saga Divergent, enquanto o conceito não se enraíza de vez, Tris tem de lidar com os dois mundos. Tanto no real como no virtual terá decisões a tomar e riscos a correr para superar Jeanine e os seus acólitos. A mudança de realizador deu mais força ao filmes nesses mundos mágicos, no resto não se notou o toque pessoal de Robert Schwentke.


Quem não leu os livros e chega aqui só com o filme na bagagem partirá em desvantagem sentimental. Por exemplo, não saberá quem é a Marlene que Uriah apresenta no primeiro livro. São aquelas pequenas coisas que só num livro se consegue transmitir. Por muito que se goste de Shailene Woodley, a Tris do livro tem tempo para criar uma relação mais sólida. Então no segundo filme, com todas as suas dúvidas inexplicáveis e questões não resolvidas, torna-se bem chata. Se não passasse logo para a componente física perderia o elo emocional com os espectadores.
Com uma trama standard e previsível, é a componente visual que salva o filme. Os efeitos especiais são usados com moderação para não se tornarem cansativos. A única cena exagerada é um tiroteio onde a pontaria, como é tradição no cinema, é muito má. Depois da revelação final, a única dúvida que alguém pode colocar é "depois disto tudo precisam de dois filmes para contar o próximo livro?". Mas já sabemos que essa decisão tem fundamental puramente económicos, não vale a pena discutir. E no que diz respeito a deixar teasers para o próximo, digamos que este supera de longe o primeiro.

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