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Crítica a "Last Days on Mars"

el  Monday, 27 October 2014 04:00 Written by 

Quando um remake não sabe que o é.

Com o avanço de novas nações e mesmo de iniciativas privadas para os outros planetas do nosso sistema solar, não é só a nossa espécie que ganha novos territórios. O cinema também terá novas áreas para brincar, os filmes no espaço começarão a ser algo banal e as histórias que nos trarão serão as que antes tinham lugar no nosso planeta. Quanto mais comuns forem, mais provável será vermos coisas semelhantes. Mas ter uma sensação de déjà vu do início ao fim, num filme sobre uma equipa de astronautas, não era suposto já ser normal. Esses filmes são tão raroa que quem faz um devia conhecer todos. “Last Days on Mars” podia ter chegado como o primeiro de uma nova geração – foi certamente classificado assim por quem não percebia do assunto – mas para quem já leva uns anos nisto, não há nada de novo e é bom que não seja o primeiro de muitos, pois sozinho já é demasiado. Assistir a este filme foi como assistir a um remake.


Esta é a história de uma equipa de cientistas que estão a explorar Marte de várias formas. Os seis meses na sua missão aproximam-se do fim. Nas últimas horas era suposto ficarem em isolamento à espera da equipa que os ia render, mas um deles tem de sair devido a um alerta num dos postos de análise. Seguindo a velha tradição cinematográfica do “polícia morto no último dia de serviço”, é essa saída no período de risco que vai desencadear a pior situação imaginável.

O elenco de luxo reunido por Ruairi Robinson fazia esperar por um filme em condições. Liev Schreiber, Elias Koteas, Romola Garai e Olivia Williams eram algumas das estrelas em acção. Em termos sonoros e visuais não desperdiça o grande ecrã. Mas o argumento é tão mau que nada podia salvar o filme. O conceito de zombies espaciais já foi explorado, de forma divertida nos reavers de “Firefly”, como thriller em “Ghosts of Mars”. E não foi só o conceito. Toda a estrutura do filme foi feita tal como já tínhamos visto por exemplo em “Apollo 18”. E se os filmes de Carpenter e López-Gallego na altura não impressionaram, este muito menos. O problema de seguir uma receita conhecida é que sabemos exactamente o que vai acontecer. Um filme não consegue manter a tensão quando as personagens nos são indiferentes e as situações são conhecidas. Aqui temos ambos os erros juntos. Schreiber faz os possíveis no papel de herói, mas as personagens no geral são-nos muito indiferentes, não conseguem criar empatia e viverem ou morrerem causa a mesma emoção. Quando o problema dos astronautas se torna evitar a propagação da peste para o planeta Terra, nem essa ameaça muda sentimentos. Aqueles representantes da humanidade são tão insípidos que damos razão aos marcianos por os quererem mortos.


Um filme completamente inútil cuja presença em festivais de topo está por explicar. É daqueles casos em que podemos agradecer que a sua distribuição comercial tenha esquecido o nosso cantinho à beira-mar.

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