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Crítica a "Among the Living"/"Aux Yeux des Vivants"

el  Saturday, 13 September 2014 10:00 Written by 

Alexandre Bustillo e Julien Maury são a dupla mais famosa do cinema gaulês. Depois de um arrebatador “L’Interieur” e de um insatisfatório “Livide”, fecharam em grande a trilogia que a dupla chama de americana. Estamos perante uma (outra) homenagem à era dourada do terror americano, com inspirações no terror para adolescentes de Stephen King com uma pitada de Tobe Hooper, mas que se assemelham também aos filmes menos monstruosos para jovens, sobre camaradagem e desfrutar da vida e da amizade. Só que com monstros.

Victor, Dan e Tom são três amigos rebeldes. Têm catorze anos e é o último dia de escola. Fartos de serem incomodados e repreendidos pela professora, decidem fazer gazeta e faltar às aulas da tarde. Em especial à sofrível hora de detenção que as seguiria. Vão vadiar e fazer as suas tropelias por aí, mas de repente descobrem uma mulher prisioneira. Incapazes de a ajudarem e com muito medo, fogem em direcção à polícia que os procurava. Com base no seu historial obviamente que ninguém acredita neles, pelo que a devolução às famílias é imediata e uma vergonha. O pior é que agora há um monstro atrás deles e ninguém para os defender ou ajudar. Se a escola e a ideia de sofrerem um castigo parecia má, então agora é que as vidas deles se vão complicar. E encurtar.


É importante referir que, como se tornou habitual nos filmes da dupla, não é recomendado a mulheres grávidas. Em especial porque volta a contar com Béatrice Dalle e vocês devem lembrar-se do que ela sente quando vê uma barriga. O início do filme é macabro que chegue para nos recordar que vamos assistir a um filme de terror. Logo depois entram em cena os jovens para dar um toque alegre à história. Por momentos a mente esquece que brevemente virá muita dor. São apenas três jovens despreocupados. A partir daí o mistério adensa-se, a atmosfera começa a ficar rarefeita, as pulsações aumentam. O filme começa a sua escalada de violência de forma muito competente, brincando com algumas modas do género, mas também dando atenção aos detalhes que tornaram o cinema popular. Desde os jogos de sombras para ocultar o antagonista, a brincar com a presença dele. Primeiro escondendo o que se passa dos olhos do espectador, para logo depois torturar uma pessoa de forma lenta, tortuosa e maquiavélica à nossa frente. Tendo tanto de filme para jovens adolescentes como de desaconselhado para menores de idade. Alternando muito bem entre a segurança dos espaços abertos em que dá vontade de inspirar o ar puro, e o horror de cortar a respiração nos espaços fechados. Talvez o grande trunfo do filme seja o equilíbrio entre - queria dizer comédia e horror, mas seria exagerado - emoções boas e más. Isso e ter um vilão com uma aura de mistério. Tão depressa temível, como facilmente enganável. Porque tudo o resto pode ser aprendido nos livros, mas brincar com as sensações e criar personagens memoráveis, não é para qualquer um.

Não é um novo “L’Interieur”, obra-prima do cinema moderno, mas quem desistiu deles depois de “Livide” tem aqui um forte argumento para reconsiderar. Vamos esperar pelo que se segue.

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