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Crítica a "Extraterrestrial"

el  Friday, 12 September 2014 10:00 Written by 

O projecto de estimação dos The Vicious Bothers. 

Os Vicious Brothers andaram a pensar neste filme por oito anos. Primeiros fizeram a saga “Grave Encounters” para ganharem currículo e dinheiro, e só depois se dedicaram a este seu projecto de estimação. Vendo o resultado final, o dinheiro muita falta fazia, pois a pós-produção deve ter custado mais do que todo o filme.

 

Uma jovem vai visitar a cabana onde passava as férias na sua infância e juventude. É um último adeus a um espaço e uma época em que foi feliz, pois desde a separação dos pais que está infeliz e deixou de acreditar em relacionamentos para sempre. O namorado vai com ela e alguns amigos vão com ela para se divertirem e apanharem ar puro. O problema é que a única coia que apanham é uma multa por excesso de divertimento e uma nave extraterrestre. Sim, uma nave despanha-se muito perto deles e, como não podia deixar de ser, lá vão eles meter o nariz para serem perseguidos até à exaustão por uns seres que se escondem na escuridão.

 

O que podia ser um filme igual a tantos outros, consegue destacar-se pela qualidade da produção, pela intensidade narrativa, pela atmosfera envolvente sem ser desconfortavelmente asfixiante, e por ter Michael Ironside em grande forma. Como se a sua presença não bastasse para subir o nível a qualquer projecto, o veterano é um alívio cómico nos momentos mais intensos. E mesmo quando não aparece, já aligeirou o tom do filme para níveis aceitáveis. Quando a história convencional termina, começam os finais. Preparem-se para não saber quando acabou ou não pois a um final sucede outro de forma consecutiva - por vezes parva - como se andassem a brincar connosco. E andam, pois é nessa parte que se nota melhor o investimento nos efeitos visuais e sonoros. Se as sequências não vos agradarem, então o dinheiro gasto nelas ainda piorará o que sentem. Mas a verdade é que deixa imensos outros filmes para trás e por isso é que ganhou o prémio de melhores efeitos especiais no Nocturna.

No elenco destacaria ainda Melanie Papalia (Amy de “Suits”) num pequeno papel, Sean Rogerson (do díptico “Grave Encounters”) ou Emily Perkins (Brigitte de “Ginger Snaps”), todos com participações em séries do fantástico, em especial “Supernatural”. Não faltarão rostos conhecidos e acostumados a papeis de gritar por causa de algo que se esconde nas trevas. Normalmente este estilo de filmes tem actores em início de carreira ou sem carreira, mas neste caso em particular foi feita uma aposta consciente em profissionais do género.

 

Se estão à procura de um filme de “cinco jovens numa cabana” combinado com um de encontros imediatos de terceiro e quarto grau, com actores de renome e uma produção impecável, então não podem perder “Extraterrestrial”. Em especial a referência final. Se acham que o género está esgotado, qualquer um deles, não será este que vos fará mudar de ideias. Mas antes de o detractarem pelo que tem de menos original, considerem que talvez o filme seja como é, para mostrar que é possível fazer muito melhor neste nicho. Pelos múltiplos finais consegue imitar imensos filmes (que não posso especificar por motivo de spoiler) dos últimos dez, quinze anos de uma vez, e sair-se bem em cada comparação.

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