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Crítica a "At the Devil's Door"

el  Monday, 08 September 2014 20:00 Written by 

Depois de uma inteligente renomeação, “Home” começou a sua carreira como “At the Devil’s Door”. Assim deixou de ser um de vários filmes (espreitem no IMDb, são trinta só em 2014) com um nome extremamente vago, para ser o único com um nome que é imediatamente associado ao terror. Estamos perante a porta do diabo. Há algo mais assustador?

Além do título revelador, tinha como grande apelativo as duas estrelas latinas do seu elenco, primeiro Catalina Sandino Moreno (que começou a carreira com nomeação a Oscar por “Maria Full of Grace” a que se seguiram “Love in the Time of Cholera”, “Che”, um capítulo de “Twilight” e a série “The Bridge”) e depois Naya Rivera (Santana de “Glee”). Claro que para os fãs do terror isso não diz nada, mas seria uma forma de atrair multidões se fosse bem vendido.

 

A trama começa com uma jovem que é persuadida pelo namorado a fazer um pequeno jogo. Como é fácil de imaginar, é logo despachada nos aperitivos para abrir o apetite para o que se seguiria. Depois veremos as tais irmãs latinas que vão tomando conhecimento do ente perturbador que procura alguém para concretizar o plano maquiavélico que ouvimos no princípio.

Com uma narrativa lenta e o ocasional susto de ocasião metido a ferros num filme onde o monstro é conhecido mas nunca se revela, somos levados para uma história de curta-metragem esticada ao extremo, e sem nada de novo para contar. Enquanto o curto primeiro acto ainda prometia, e o segundo até começa bem, depressa se perde no que tentou fazer de diferente e entrou em territórios conhecidos onde se tornou desinteressante. Faz uma boa ponte com o anterior, mas não tem nada de seu para nos dar. Parece ter servido apenas para ligar o início ao fim com um pouco de cada. O terceiro acto poderia recuperar - confesso que não tinha esperanças nisso - e em parte é verdade. Nota-se que é mais independente dos precedentes, mas continua sem ter algo de novo para contar. E estica-se para além do razoável, fazendo com que o final nos seja quase indiferente.

Pelo menos a produção recomenda-se. A nível visual tem umas escolhas curiosas de cenário, uns jogos de luz e sombra que criam o ambiente certo. No final abusa dos planos mais próximos, mas percebe-se a intenção. Seria preciso estar “preso” pela narrativa para que essa clautrofobia resultasse. Quem não se deixou convencer, terá mais esse motivo para reclamar.

 

Se for para ver em DVD numa noite de fim-de-semana é capaz de satisfazer. Num cenário em que têm mais filmes por onde escolher, ou acabaram de ver um filme do mesmo género e depois vão ver outro, diria que o tempo era melhor passado noutra sala, ou a jantar.


Uma surpresa como Nicholas McCarthy (de “The Pact”) escreveu algo assim. Se fosse um argumento vindo de outro, podia estar a fazer um favor, mas ser o seu autor é preocupante. pode ser daqueles casos em que um Q&A ajude a perceber o que pretendia contar.

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