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Crítica a "Oculus"

el  Monday, 08 September 2014 08:00 Written by 

Um novo olhar sobre o sobrenatural.

“Oculus” à primeira vista não teria nada de extraordinário. Era apenas uma nova visão de Mike Flanagan sobre a sua curta multi-premiada em pequenos festivais. Na versão original Tim Russell documentava a sua tentativa de destruir um espelho maligno. Era um filme de muito baixo orçamento. Nesta nova versão os cenários são mais ricos, há mais actores, e é uma longa metragem. Portanto, não havia desculpas para não contar a história o melhor possível.

Um espelho demoníaco elimina todos aqueles que permanecem demasiado tempo na sua área de infuência. Tem sido assim durante séculos, mas tudo vai mudar quando se mete com os Russell. Pode até ter conseguido eliminar os pais, mas os filhos vão dar muito trabalho.

Enquanto num filme convencional veriamos as crianças a enfrentarem o desconhecido, aqui temos de esperar até estarem crescidas. Os dois tempos vão-se alternando, misturando, para vermos como o espelho as magoou e como se querem defender. Enquanto Kaylie que tem uma vida aparentemente normal, fez uma investigação profunda, está obcecada com os poderes do espelho e construiu um sistema à prova de falhas para o destruir, o irmão Tim esteve internado alguns anos. Foi-lhe incutida uma explicação científica para tudo e, apesar do seu historial clínico, é o único dos dois que não parece estar afectado por uma doença mental. A irmã terá de o convencer a juntar-se à causa. Se conseguirem recuperar a sua força de irmãos, talvez tenham uma hipótese de vencer um espelho quase invencível que tem uma única e pequena marca da passagem dos anos.

 

Os amantes de terror que se cheguem para o lado. Este foi feito a pensar nos fãs da ficção-científica. Afinal, quantas oportunidades tiveram de ver, ao mesmo tempo, Amy Pond de “Doctor Who” e Starbuck de “BSG”? Karen Gillian é a filha e Katee Sackhoff é a mãe. Nada mais interessa no elenco. Até porque são elas, em especial Gillian, que se destacam nas interpretações. Os homens são demasiado racionais e não têm um leque emocional que se preze. Outro motivo para quem gostar de terror manter a prudência, é que a construção da narrativa demora mesmo muito a chegar ao ponto que devia. Do ponto de vista psicológico está bem construído - muito curiosa a dicotomia superstição/ciência na explicação - mas temos de esperar quase o filme inteiro para algum susto em condições. Até lá está cheio de intenções, mas nada em concreto. Quando finalmente chega à parte sumarenta, é verdade que atravessamos um oceano de emoções e memórias, mas como já se adivinhou os twists, não tem o efeito que se gostaria.

Num sub-género gasto, a ideia-base era boa, o argumento muito bom, e a execução foi bem conseguida, mas dá uma sensação de mediocridade, especificamente na junção dos actos. Contudo isso é muito causado por ser um thriller mascarado de terror. Se não se deixarem enganar, até pode ser que disfrutem.

 

Nota nota extra, é interessante ver de que forma a tecnologia tem sido adaptada para enfrentar o paranormal. Se antes eram precisas máquinas para escutar os espíritos, logo complementadas com câmaras para registar movimentações, agora a prioridade é usar aparelhos mecânicos e não eléctricos para não sofrerem interferências. Os fantasmas têm tal capacidade de improviso que os vivos são obrigados a manterem-se actualizados para continuarem a sê-lo.

 

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