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Crítica a "Life After Beth"

el  Sunday, 07 September 2014 13:30 Written by 

Quando a vida nos dá uma segunda oportunidade.

Não façam segredo. Já estão fartos de filmes de zombies. Ver uma mera invasão de mortos-vivos sem sentido já não tem o impacto de antigamente. É preciso ter uma história de fundo, algo de diferente que o distinga das dezenas de outros filmes com a mesma temática. “Life After Beth” segue esse rumo e leva os caminhantes para o território do romance. Um pouco como “Warm Bodies” o fez há meses, mas com menos comédia e bastante mais independente, apesar de isso não ser intencional.

 

Explicando a parte do ser independente sem querer, pode ter sido barato, mas a produção é American Zoetrope, a companhia dos Coppola. O realizador estreante é o argumentista de “I Heart Huckabees”. A actriz é a estrela de “Safety Not Guaranteed”, promovida ao elenco principal de “Parks and Recreation”, e a omni-presente Julie Powers de “Scott Pilgrim vs. the World”. O actor é Dane DeHaan de “Chronicle” e que assumiu a pele do Green Goblin na nova saga do Homem-Aranha. Nos secundários John C. Reilly Molly Shannon, Cheryl Hines e Matthew Gray Gubler (Reed de "Criminal Minds"). Não são figuras de blockbuster, mas também não são estranhos. Com tal lote de estrelas, como poderia um filme ser promovido sem as referir? Por estranho que pareça, a campanha americana, iniciada no festival de Sundance, cometeu um erro e centrou-se na celebridade televisiva e nacional de Plaza, ignorando que DeHaan é mais conceituado entre os amantes do fantástico a uma escala global. Resultado: o público não respondeu da forma devida e os resultados foram decepcionantes, mas o seu estatuto de novidade continua a dar frutos em festivais pelo mundo fora.

 

Quando o filme começa, Zach está a ir para o funeral da namorada Beth. Eles tinham alguns problemas e talvez não ficassem juntos, mas a morte é algo tão imediato e irreversível que Zach fica em estado de choque. Ele mantém o contacto com os pais dela para suavizar a separação e uma noite, quando os ia visitar, vê a sua Beth a andar por casa. Ela voltou dos mortos, não se sabe bem como. O casal retoma a normalidade, feliz pela segunda oportunidade, mas ela não se recorda de ter morrido e os pais não querem que ela o saiba. Zack vive numa mentira, Beth não se deixa ver fora de casa, e tudo parecia quase normal, não fosse algumas outras pessoas mortas também estarem a voltar a casa. Em grande numero e sem vontade de reconhecer que o tempo delas passou.


“Life After Beth” não tem muito de filme zombie. É mais focado no drama das relações. Os zombies são um mero detalhe para trazer algum humor ao final da história. É um filme que se vê muito bem, com interpretações de qualidade e os seus momentos de humor. A sua perspectiva diferente é uma lufada de ar fresco no género, desde que não se deixem levar pela ideia - convenientemente espalhada pelo marketing - que Aubrey Plaza é a estrela do filme, pois ela aparece metade do tempo do parceiro de ecrã. Merece a espreitadela, mas não tem nada de extraordinário que justifique um novo visionamento.

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