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Crítica a "Tragedy Girls"

el  terça, 12 setembro 2017 10:00 Escrito por 

#TragedyGirls o melhor desfecho para o MOTELX.

Normalmente não fico para o encerramento do MOTELX nem para a sessão da meia-noite que se segue. Por acaso este ano pude ficar e foi uma excelente decisão. Numa edição onde vários títulos foram desilusões, muitos dos que se apresentavam como diferentes eram ou repetições de algo ou apenas originalmente maus, o fecho foi com chave de ouro. No seguimento da tendência de louvar/distorcer as final girls em filmes como “Final Girl” e “The Final Girls” entre outros menos óbvios, este “Tragedy Girls” não despertava grande curiosidade. Uma comédia sobre “the girl who lived” é pouco mais apelativa do que um slasher onde ela por pouco não sobrevive. Só que “Tragedy Girls”, filme sobre o qual não sabia nada, depressa explica ao que vem.

Um jovem casal está no carro, numa ponte sugestivamente chamada “dos namorados”, deserta e isolada no meio da floresta. Os vidros embaciados escondem uma acalorada troca de beijos. Ouve-se um ruído exterior. Ele sai para ver o que se passa… Podem imaginar o que acontece. Ela desata a correr com o assassino mascarado atrás dela e depois… o assassino cai numa armadilha. Afinal a jovem indefesa é metade das @TragedyGirls, uma dupla dedicada a investigar o misterioso serial killer que age na região. Com a sua conta Twitter, reportam os factos e exigem uma resposta efectiva das autoridades, incapazes de admitir sequer que há um problema. Para serem ouvidas precisam de mais gente do seu lado. Para aumentar os seus seguidores precisam de mais vítimas. E como é que um assassino anti-social lida com duas malucas pelas redes sociais que lhe dizem como aprimorar o seu trabalho? Gritando de raiva.

Bem longe de ser um clássico de terror ou mesmo uma comédia de culto, “Tragedy Girls” é mais um filme padronizado sobre ser adolescente. Sobre querer ser famoso e ouvido. Só que entre esses, é daqueles mais originais e além de não ser algo pesado e moralista, consegue ter muito humor, inclusivamente nas cenas sangrentas. É um filme que pode ser visto mesmo por aqueles menos fãs do terror (que pularão na cadeira algumas vezes) e que os amantes do slasher não desprezarão como sátira feita por quem não percebe do nicho. Combina o melhor dos dois mundos e, não sendo algo para ver a meio de um festival gore, como título para fechar o festival foi uma escolha óbvia.

Infelizmente o meu lado picuinhas logo após a sessão começou a encontrar defeitos. Por exemplo, como é que um filme sobre Twitter consegue não ter uma conta Twitter em uso? Também não tem mais nenhuma rede social e o site ainda está em projecto… Quem será então o público-alvo? É que a parte dos influenciadores e das tendências é bem mais credível que a parte do terror. Felizmente as falhas no terror perdoam-se por ser uma comédia, mas isso significa que o filme podia ter feito um belo isco para vender bilhetes aos leitores de Twitter, ao mesmo tempo que geria as referências de terror (muito bem aplicadas) para manter os fãs do gore interessados. Mas isso são resmungos de quem queria que o filme chegasse a mais gente. Quem o encontrar, decerto vai gostar.

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