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Crítica a "The Limehouse Golem"

el  quinta, 07 setembro 2017 10:20 Escrito por 

esteve ontem no MOTELX e estreia hoje.

Passou quase um ano desde que “The Limehouse Golem” teve honras de encerrar o festival de Sitges 2016. Em Setembro de 2017 tem direito a duas sessões no MOTELX sendo que imediatamente se segue a estreia em cinemas por todo o mundo.

Londres, 1880. O perigoso bairro de Limehouse fica em choque quando vários dos seus habitantes são assassinados e mutilados. O crime é comum em Londres, mas estes crimes são tão macabros que ninguém estranha quando o assassino se apresenta como Golem, a lendária criatura moldada pelo homem para causar destruição. Para deter essa onda indiscriminada de homicidios na capital, a Scotland Yard decide atribuir o caso ao detective Kildare, que terá de ser rápido na sua resposta, pois se confirmar as suspeitas que tem sobre uns dos indivíduos, poderá ilibar uma mulher acusada de homicídio que está prestes a ser condenada à morte.

O papel principal, de detetive, foi entregue ao enorme Bill Nighy. Ainda que o seu desempenho tenha muita qualidade, saber que estava previsto ficar para Alan Rickman faz pensar quão mais incrível poderia ter sido. A protagonista é Olivia Cooke - já a devem adorar desde “Me, Earl and the Dying Girl” ou “Bates Motel” - que atingirá o estatuto de estrela no género fantástico quando protagonizar “Ready Player One”. Parece ter sido a escolha perfeita para retratar a artista angustiada, com a combinação perfeita de inocência e talento. A sua Lizzie tem o timing certo quando está nos palcos. Podemos adorar Nighy e Cooke, no entanto, como em tantos casos, é nos secundários que se escondem os melhores papéis. Douglas Booth tem um papelão como Dan Leno, o comediante que faz a sociedade rir dos seus maiores pecados. María Valverde como Aveline tem um começo muito discreto, nem damos por ela, e lentamente vai ganhando relevo até ser uma peça fundamental da história. São estes quatro artistas que fazem o filme, em especial Booth que sem medos assume o papel mais complexo da trama.

Se “Insensibles” era uma produção histórica, a sua frugalidade de cenários e guarda-roupa facilmente a tornavam intemporal, sendo um bom cartão-de-visita principalmente quanto à fotografia. Medina volta a surpreender com nova produção histórica, agora com enorme foco nos cenários e guarda-roupa, abrindo portas para obras bem mais ambiciosas depois de demonstrar tal capacidade para liderar estrelas, gerir mistérios e reconstruir épocas num só filme. “The Limehouse Golem” é um produto do qual se pode orgulhar pois, ainda que o culpado seja bastante evidente, toda a narrativa está construída de forma a manter em aberto várias opções. Os toques de humor que surgem por entre cenas sanguinárias fazem do argumento um caso muito interessante para leitura. As performances do teatro de variedades podem ser um pouco chocantes para a época como se idealizaria (ainda estava por surgir o Grand Guignol), mas estão bem enquadradas na época. Foram ligeiramente melhoradas para o espectador do século XXI, tornando-se em arte que aos dias de hoje poderia ser vista sem estranheza, ainda que mantendo o toque de produto disruptivo que entretanto foi ultrapassado.

No seu todo é um filme de visionamento fácil, criativo q.b. e com desempenhos memoráveis. As cenas mais grotescas não impedem o visionamento e será certamente um filme para rever várias vezes ao longo dos anos.

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