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Crítica a "Wonder Woman"

el  sexta, 02 junho 2017 21:00 Escrito por 

A primeira Justiceira.

Quando para promover um filme como “Justice League” se usam os nomes de Batman e Superman, ignorando a terceira personagem presente, podemos achar que é apenas marketing. Quando no decorrer do visionamento essa terceira figura se revela como a melhor parte do filme, só se pode desejar que ela tenha o protagonismo devido num filme próprio. E eis que “Wonder Woman” estreou e a Mulher-Maravilha pode fazer tudo o que imaginámos.

O filme liga directamente com o que vimos em “Dawn of Justice”. Uma encomenda das Indústrias Wayne para Diana, faz com que ela recorde as suas origens. Nascida e criada na ilha de Themyscira, única criança numa terra habitada apenas pelas Amazonas, desde cedo quis treinar para se tornar uma delas. Essa paixão foi abafada pela mãe, a rainha Hippolyta, mas foi treinando às escondidas com conivência da tia. Diana cresceu com o desejo e o sonho de cumprir a missão para qual as Amazonas estão destinadas: defender a humanidade do deus da guerra, Ares. No dia em que um avião se despenha na costa de Themyscira e atrás dele chegam soldados, as amazonas provam os seus dotes de lutadoras, e Diana fica a saber que entre os humanos começou a maior das guerras. Convencida que a Grande Guerra é obra de Ares, Diana parte para a frente para impedir os alemães de desenvolverem e utilizarem as suas armas químicas mortíferas.

O filme começa de forma algo desleixada, com várias cenas a serem aceleradas de forma a sobrar tempo para o enredo principal. No entanto a personagem consegue a empatia desejada e mesmo Gal Gadot se revela uma escolha acertada para o papel, depois de muita polémica sobre ser demasiado magra. Entre os artistas também se concorda imediatamente com a escolha de Chris Pine (ainda que recentemente “Their Finest” tenha explicado bem qual o papel do herói americano nos filmes europeus) e David Thewlis é um rosto familiar que surpreende.

No decorrer da trama em palcos londrinos, um misto de comédia e acção ajuda a conhecer Diana. Quando parte para o campo de batalha já provou o seu valor como guerreira e como líder, provando que é demasiado impulsiva para os comuns mortais e os seus esquemas e estratagemas. Ao mesmo tempo que mostra o que sacrificou pela humanidade, consegue que os humanos se disponham a fazer igual sacrifício por ela. E prova ser capaz de enfrentar um exército sozinha. As cenas bélicas são do melhor que o filme tem. Para o confronto final claro que há um combate entre dois seres com poderes sobre-humanos, mas acaba por ser uma mera etapa antes de um combate teoricamente mais interessante para os fãs, ainda que seja o lado emocional a falar mais alto.

O problema de se ser o segundo é que haverá sempre comparações com o que chegou primeiro. Podemos dizer que simplesmente pegou no que vimos de melhor em “Captain America: First Avenger” e aproveitou as mesmas ideias de uma enorme Guerra, de um desalinhamento do herói com a sociedade civil e as regras militares, mas o essencial é que também pegou na ideia de ser um herói puro e mais próximo dos deuses do que dos homens, com a missão de nos proteger daquilo que os comuns mortais nem imaginam que exista, e de mais tarde unir uma equipa dos maiores heróis para salvar o planeta. Em retrospectiva as cenas aceleradas da infância ficam esquecidas, e as cenas de acção artificiais (em especial as em câmara lenta) no meio de um filme não ficam tão mal. A personagem ganha ainda mais pontos de credibilidade do que já tinha e fica tudo pronto para a Liga, tal como desejávamos.

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