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Crítica a "The Shallows"

el  Thursday, 11 August 2016 00:25 Written by 

Surfando em cartaz.

É inevitável, quando se vê a premissa, o poster ou o trailer (aqueles que não os odeiam, claro) de The Shallows pensar que podemos estar perante o melhor filme do Verão. Que digo... Do ano! Da década! E isso porque esta suculenta mistura de conteúdos (Surf + Tubarão + Blake Lively) garante sempre o êxito desde que a Asylum não seja a responsável (e não estava). 

Pois bem, uma vez visto, é preciso dizer que o filme do espanhol Jaume Collet-Serra é um dos entretenimentos mais divertidos, tensos e emocionantes a que se poderá assistir este Verão nas nossas salas.

Nancy (Lively) é uma jovem que tenta superar a trágica morte da sua mãe. Na viagem para uma paradisíaca praia mexicana e enquanto praticava surf, fica presa num ilhéu de rochas a vários metros da costa. Uma costa à qual é impossível chegar, pois um enorme tubarão branco espreita e não pensa deixá-la sair da praia antes de poder enfiar os dentes.

Se evitarmos ser uns haters que sabem tudo, algo que hoje abunda e muito, e deixarmos de lado a natureza da maré, as noções de surf ou o comportamento do animal (refiro-me ao esqualo) e nos centrarmos no que devemos - guião, ritmo ou escolha de planos – estamos perante um estupendo exercício de horror submarino. A câmara de Collet-Serra é nervosa quando tem que o ser e expedita quando é chegado o momento, ou seja, a nível da narrativa visual o filme cumpre ao contar uma história opressiva numa localização tão limitada mas aberta, controlando todos os elementos.

A loira Blake Lively tabém está ao nível do resto do filme. Não esperem uma interpretação para Oscar, é a protagonista de um modesto filme de série B, um monster-movie estival, mas para isso Lively chega e sobra. E que dizer do seu companheiro de casting? Quero dizer, o tubarão. Desta vez a criatura não é um embaraçoso CGI, nem sequer um manequim de madeira com o qual os meus primos pequenos brincam na piscina. Neste sentido os efeitos especiais estão bastante conseguidos tanto a nível de desenho e aparições como dos movimentos do gigantesco peixe. 

Não tenho alternativa a não ser meter Águas Perigosas nesse divertido caixote dos "bons filmes de tubarões". E desde a indiscutível obra-prima Jaws muitas foram as películas que deixaram a imagem do tubarão homicida de rastos... e não, não param de as rodar. Mas para nossa sorte também as fizeram muito acertadas nessa categoria, como por exemplo esse prazer pecaminoso que é Deep Blue Sea, a obra de Lamberto Bava O Monstro Destruidor, a solvente Bait e mesma a sequela Jaws 2. De referir qu há outro filme recomendável de tubarões este mesmo Verão que poucos tiveram oportunidade de ver, o mais discreto dos filmes de tubarões deste ano. É In The Deep dirigido por Johannes Roberts, responsável pelo recente The Other Side of the Door, produzido por Alexandre Aja. 

De forma resumida, noventa destacados minutos bem investidos em tensão, paisagens exóticas, ondas enormes e uma rota pela sobrevivência de dois indivíduos de espécies distintas, mas claro, só um joga com vantagem.

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