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Crítica a "Mission: Impossible - Rogue Nation"

el  Wednesday, 29 July 2015 00:40 Written by 

A IMF está de volta para a sua (última?) missão.

Apesar de a estreia oficial por terras nacionais ser só a 13 de Agosto, este noite alguns sortudos tiveram oportunidade de assistirem a “Mission Impossible: Rogue Nation” em IMAX horas antes dos americanos. A SciFiWorld recebeu um desses convites e vai partilhar aqui e desde já o que podem esperar do mais recente capítulo de uma que se alonga no tempo sem fim em vista.

A realização desta vez ficou entregue a Christopher McQuarrie que em metade dos filmes anteriores (foram apenas “The Way of the Gun” e “Jack Reacher") dirigiu Cruise em cenas de acção. No entanto o colaborador habitual de Bryan Singer também escreveu para o actor “Valkyrie” e “Edge of Tomorrow” além dos dois onde o teve às ordens.

A aventura começa no aeroporto. A equipa IMF que conhecemos parece estar nervosa, desorientada, e não vemos Ethan Hunt. Quando ele chega, a situação pouco melhora. Momentos depois, Brandt está perante uma comissão onde é dito de forma clara o que já sabíamos: eles são loucos, irresponsáveis e incrivelmente sortudos. De acordo com as estatísticas com todos os riscos que correm e perigos que enfrentam de forma ousada, não deviam estar vivos. O melhor é fechá-los antes que causem mais estragos. Enquanto isso, Hunt vai receber mais uma missão. O velho sistema de senha e contra-senha antes da entrega da missão é levado ao extremo pela jovem que o recebe. No final ela olha-o com o ar de admiração de quem está perante uma lenda viva. Ou melhor, para ser uma lenda viva, ele teria de sobreviver a esse momento… Com a IMF a ser fechada ao mesmo tempo que a missão é entregue, esta será a última oportunidade de mostrarem o seu valor e impedirem que o mal triunfe.

Pensando no filme que De Palma nos deu há quase 20 anos e nos que o seguiram, a única semelhança com este são duas personagens. Nem o género é o mesmo pois perderam dramatismo e ganharam humor a uma velcoidade que nem se imaginaria. Mas, tal como vimos nas várias missões anteriores, o impossível ainda é relativo. Mesmo sem o apoio do governo que agora o persegue, Ethan vai conseguir iludir os seus compatriotas e progredir na missão de localizar e deter o Syndicate, uma organização tão secreta como o IMF, mas sem escrúpulos e com o único objectivo de dominar o mundo à força. Só que um homem sozinho não consegue fazer tudo e vai precisar da ajuda de todos os que conseguir chamar para o seu lado, num meio onde as traições são constantes e toda a verdade é uma mentira. Ainda que a missão russa do quarto filme tenha sido um pouco exagerada em vários aspectos, este regresso a solo europeu não é menos atribulado. Com um pouco menos de tecnologia - foca-se nas perseguições e na ocasional luta corpo-a-corpo – a missão acaba por ser sobre confiança e sobre acreditar no impossível. Quanto a esse último ponto, também o espectador por vezes terá simplesmente de acreditar porque há algumas situações onde McQuarrie como argumentista inventou demasiado. Felizmente McQuarrie realizador teve mão na sua equipa e dum ponto de vista técnico está irrepreensível. Dos poucos filmes de acção onde os frames são suficientes para acompanhar o movimento.

Ao aproximar-se o final o filme entra nos eixos, as coisas começam a fazer sentido e o humor fica muito melhor doseado. Teremos talvez uns vinte minutos que seguram “Rogue Nation” e o levam a um final convincente, ainda que com mais um ponto por explicar. Haverá mais aventuras? Por muitas vezes a equipa arrumou as armas, mas foi sempre obrigada a voltar. O mundo precisa de heróis e os estúdios precisam de facturar.

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