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Crítica a "Fear Clinic"

el  Sunday, 15 February 2015 16:30 Written by 

Depois da série, o filme.

Antes dos serviços de tv on demand se popularizarem, os amantes do terror tinham no portal FEARnet um repositório ímpar de material para visionamentos. A aquisição da totalidade do canal pela Comcast encerrou esse lugar no formato que conhecíamos, mas o seu legado continua vivo graças a outro dos milagres da era digital. Afinal, foi o crowdfunding que permitiu à série web original da FEARnet, “Fear Clinic”, passar para filme. Se alguém achasse que um filme de terror com Robert Englund, Danielle Harris, e Kane Hodder não era apelativo, os 80000 dólares reunidos através do IndieGoGo devem ter bastado para mudar algumas ideias. Mesmo que não tenha sido suficiente para fazer o filme, permitiu espalhar a palavra. Quando o filme avançou, grande parte do elenco original da série se manteve, tendo apenas saído Harris e Hodder. É verdade que eram dos nomes mais conceituados, mas Englund é que era o rosto visível da série e era o único indispensável. Em especial para quem não tivesse visto a série, que é o caso da maioria dos espectadores do filme.

A série era sobre o Dr Andover, um médico que descobriu uma forma eficaz de curar uma das últimas doenças da humanidade, o medo. Ao longo dos episódios vamos conhecendo várias fobias e vendo como ele as trata. No filme, os seus pacientes têm uma recaída e voltam em massa para a clínica onde exigem novo tratamento. Mas o próprio Andover duvida do seu método. Pior, tem medo de o realizar.

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Como primeira nota tenho de destacar uma coisa que parece óbvia, mas poucos saberão. Englund é um grande actor. Pode ter ficado eternamente associado à máscara de Freddy e ser conhecido por desempenhar personagens mentalmente instáveis ou simplesmente estranhas, mas este seu retrato de um homem normal, com uma bagagem emocional e incertezas, permite ver uma nova faceta dele e está impecável. Mesmo não sendo a figura principal - para isso recorreram a Fiona Dourif (Casey de "True Blood”) - é a peça central que segura o filme, une personagens desconexas e tem as respostas para o que se passa.

O filme tem um início muito eficaz, resumindo o que o Dr. Andover fez e o que correu mal. Tal como na série utiliza a figura abstracta do medo como inimigo, mas leva essa doença contagiosa para um novo patamar, dando-lhe uma componente visível e palpável, como se fosse uma maleita física. Os primeiros cinco minutos são por isso quase que uma obra independente, de nível muito superior ao resto. Na primeira metade do filme, que está muito bem construída, percebe-se a intenção desta obra. Na segunda metade prende-se demasiado ao conceito criado e perde um pouco do rumo, divagando em torno de uma ideia que funcionaria no imediato, mas se torna vaga à medida que pensamos sobre o facto. Quando chega ao final, os efeitos visuais tomaram conta da narrativa fazendo com que a história perca força nos instantes derradeiros. Como filme autónomo não será motivo de alegria. Como desfecho da série, é um pequeno contentamento pois chega depressa e bem onde a série parecia nunca ir. Não está perfeito, mas deve ser visto pela curiosidade deste novo Robert Englund que desconheciamos.

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