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É um prazer sofrer vendo esta busca.

Lost City of Z

Depois de uns bons anos em “Sons of Anarchy”, Charlie Hunnan começa a conquistar o seu lugar no cinema e de momento tem dois filmes em cartaz. A publicidade pode estar a dizer para o verem como o mítico “King Arthur” a empunhar a espada, mas talvez devessem espreitar esta versão mais madura onde, na pele do explorador Percy Fawcett, parte para a América do Sul para questionar a Geografia, a Política, a Ciência e a própria Humanidade. Noutra surpresa Robert Pattinson surge no seu papel mais adulto até à data e com um desempenho ainda mais surpreendente do que em “Life”. Só para encerrar o tema dos intérpretes, Sienna Miller também está bem e Tom Holland acaba por ser desperdiçado, pois não só tem pouco tempo, como não tem fisionomia para o intervalo temporal que a personagem abarcava (nas mãos dele envelhece cerca de uma década). Dos outros não se pode falar sem usar os devidos cuidados.

Devido a uns problemas ancestrais, Fawcett está a desperdiçar o seu tempo e talento num posto sem acção e sem prestígio. Assim que lhe surge uma oportunidade de partir aceita-a, sem saber bem no que se vai meter, apenas sabendo que deixa para trás a mulher e o filho pequeno. Acaba por embarcar na aventura de uma vida e por se apaixonar pelo destino. Ao encontrar uns artefactos numa zona nunca antes visitada pelo homem branco, está lançada a dúvida sobre a antiguidade e inteligência das civilizações ameríndias. Quando a oportunidade surge, parte numa nova expedição em busca da peça final para compreender a História da Humanidade, Z.

James Gray tem sido um cineasta controverso que não gosta de seguir as regras dos outros. Em “Z” pega numa história com potencial para encaixar no género fantástico, no terror, na guerra ou na acção, e apresenta tudo isso. Tem cenas de romance, de vida familiar, tem drama, tem morte, tem mistério, tem sofrimento, tem guerra, tem Europa, tem Amazónia, tem negro, tem verde, tem um misto estranho de tudo e de nada. Mas o principal é que tem pessoas e sonhos e mesmo com mais de duas horas e muitas cenas intensas, apaixonamo-nos pela quimera de um homem que tem a coragem de sonhar quando até isso lhe parecia proibido e que inventou a limonada quando a vida lhe deu limões. É um filme pesado e não dá para todos, personagens favoritas vão sofrer e morrer, mas o seu visionamento é obrigatório porque devolve ao cinema o que ele em tempos foi: uma ferramenta para alimentar a imaginação em vez de uma máquina que nos apresenta os devaneios de outros. Gray constrói o filme com cuidado, apresentando uma fotografia cuidada e uma história tão vaga como seria permitido, obrigando o espectador a completar com a sua própria experiencia. Talvez por isso exija um público mais adulto, talvez com filhos, pelo menos com sonhos falhados.

Pode não ser um filme para ver regularmente, mas esta história de um homem que se encontra em busca do que está perdido é já um favorito para rever a cada par de anos.

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sexta, 02 junho 2017 21:00

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