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Crítica a "Ringu 0: Basudei"

el  Saturday, 30 June 2012 01:00 Written by 

Sadako. Desde o primeiro filme, há 14 anos, que este nome é sinónimo de morte. O seu perfil não apresenta uma única característica redentora. Quando muito, o longo vestido branco significando pureza, parece deslocado e só contribui para aumentar a sensação de desconforto e desconcerto. A única característica que poderia talvez suavizar o facto de Sadako ser um espírito vingativo é um passado trágico. Eis que, três filmes depois e, 30 anos antes do início da maldição é-nos apresentada uma Sadako (Yukie Nakama) jovem, aspirante a actriz que pretende deixar para trás os traumas de criança. Ela é a “Sadako” que conhecemos desde o primeiro momento, vestido roupas que escondem conscientemente as formas femininas, a imagem de marca do cabelo a cobrir o rosto (belo, já agora), uma postura corporal de um ser indefeso e uma timidez penosa. A sua introversão e afectação leva a que seja considerada uma estranha pela equipa da companhia de teatro e a vítima ideal dos rufias.

Certamente não ajuda à sua causa que a actriz principal faleça de súbito, em circunstâncias estranhas e Sadako seja chamada a substitui-la. Enquanto isto, uma repórter pouco escrupulosa investiga o passado de Sadako desde o dia em que numa sessão de espiritismo, um jornalista morre após a acusar e à sua mãe Shizuko (Masako) de constituírem uma fraude.
Antes dos acontecimentos sobrenaturais tomarem conta sua vida, Sadako experiencia, por breves instantes, um pouco de felicidade: tem o papel principal numa peça de teatro e é considerada uma bela mulher, aos olhos de Toyama (Seiichi Tanabe).

Parece suficientemente dramático? Por que não podia ser outra coisa. Se antes de ver “Ringu 0: Basudei” me dissessem que Sadako era uma personagem trágica ter-me-ia rido mas convenhamos que ser empurrado para dentro de um poço não deve ser agradável. É, no mínimo, de se ficar chateado vá.

Sadako funciona melhor em “Ringu 0: Basudei” como uma Carrie, uma heroína caída em desgraça nas mãos dos seus atormentadores e praticamente ninguém para a proteger. Yukie Nakama é competente nesta transição de rapariga inocente mas traumatizada e o monstro criado pelas circunstâncias. Também a explicação do mito, pela primeira vez, parece fazer um pouco mais de sentido. Mas mesmo em 100 minutos, o ritmo arrasta-se, parecendo não ir a lado nenhum. Só nos últimos 15 minutos, a força de Sadako entra em todo o seu fulgor. O que é manifestamente pouco para quem procura grandes emoções. O maior problema de “Ringu 0: Basudei” são pois, as poucas cenas dignas de criar arrepios. “Ringu 0: Basudei” é mais rapidamente um drama que o filme de terror que viemos a amar ou detestar ainda, que seja superior, em qualidade às sequelas.

Realização:  Norio Tsuruta
Argumento:  Hiroshi Takahashi e Kôji Suzuki
Yukie Nakama como Sadako Yamamura
Seiichi Tanabe como Hiroshi Toyama
Kumiko Aso como Etsuko Tachihara
Takeshi Wakamatsu como Yusaku Shigemori
Masako como Shizuko Yamamura


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