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Crítica a "Hobo With a Shotgun"

el  Friday, 09 March 2012 11:00 Written by 

Hobo é um termo muito único da cultura americana. Refere-se a um tipo particular de sem-abrigo porque, ao contrário dos vagabundos, o hobo procura trabalho. É como se fosse um trabalhador migratório que opta por não ter casa para ter maior liberdade. Neste filme em particular - tal como “Machete” nascido dos falsos trailers “Grindhouse” - o nosso hobo (Rutger Hauer) chega a uma cidade de comboio. Ele sonha comprar um cortador de relva para se dedicar exclusivamente a esse negócio. O que vai encontrar é apenas decadência. Gangues, drogas, prostituição, pedofilia, roubo, há crimes para todos os gostos.

Os hobos são usados e maltratados, mas pior do que tudo isso é a organização criminosa de Drake. Ele é a lei de uma cidade sem lei e entre ele e os filhos é difícil escolher o mais malvado. O nosso herói anónimo assiste a tudo sem que lhe prestem atenção. Até que para ajudar uma prostituta decide intervir e começa uma carnificina sem igual. A única forma de combater o crime é sendo pior do que eles e para isso uma caçadeira é uma boa forma de começar a vingança.

Rutger Hauer é um nome de culto para os fãs do cinema fantástico. Depois de uma brilhante carreira neerlandesa e de uma personagem inesquecível em “Blade Runner” também experimentou a realização. Ser um vagabundo num trailer pode ter sido uma piada, mas repetir a personagem numa longa-metragem obriga-nos a acreditar que o projecto seria convincente. O argumento não tem muito nexo, a fotografia é apelativa e as personagens são loucas. Há situações tão inacreditáveis que podem ser verdadeiras e outras demasiado inverosímeis. As mortes são extremamente criativas (a tal ponto que uma mesma forma de enforcar as pessoas é repetida três vezes num minuto e continua a ser genial), os vilões odiáveis e os heróis imunes a tudo que lhes façam.

No seu todo é um filme simplesmente indescritível que um espectador solitário terá dificuldades em achar interessante. No entanto em ambiente de festival tem todo o sangue e humor necessário para proporcionar uma sessão inesquecível. Alguns filmes exigem a companhia certa. Para este filme essa companhia são quinhentas pessoas que delirem com uma boa perna cortada pela lâmina de uns patins, uma cabeça arrancada com arame farpado, pescoços cortados por serras (não eléctricas), caçadeiras de apenas dois tiros e multidões enraivecidas. Não se podia pedir melhor como última sessão da noite.

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