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A sessão mais divertida deste Fantas foi a original proposta cubana de zombies. O cinema cubano é famoso especialmente pelos seus documentários, mas com Juan mostra créditos também na ficção mais pura. Na verdade não será tudo ficção. Muito do que aqui é dito é também pensado pelos cubanos e por isso a sátira social é tão forte.


Juan e Lazaro são dois amigos cubanos que gostam muito da vida relaxada da ilha. Lazaro ainda acredita que conseguirá uma vida melhor para ele e para o filho no estrangeiro, Juan já esteve fora do país e agora ninguém o consegue tirar de Cuba onde acredita que tem tudo o que precisa para viver. Até que começam a notar em alguns cidadãos com um comportamento estranho. O governo diz que são dissidentes enviados pelos americanos para desestabilizar, mas quem viu filmes sabe o que se passa. São zombies famintos de carne e estes correm muito! Juan que é boa pessoa começa por ajudar uma vizinha, depois a própria filha, mas depressa tem de ajudar desconhecidos. Nesse momento prefere ser um bom cubano e lucrar com o mal dos outros. “Juan de los muertos, matamos os seus entes queridos”.

O cinema de terror já não é o que era. Nesta edição do Fantas não houve nenhum filme mesmo assustador e este não fugiu à regra. Se nem com milhares de zombies o filme consegue causar sustos pode parecer que tem algum problema, mas muito pelo contrário. “Juan De Los Muertos” não assusta, mas proporciona excelentes momentos de riso, especialmente quando visto em grupo ou num festival. A sua estrondosa vitória no Fantas, ganhou as categorias de Actor, Argumento, Público e Bloggers, não permite enganos. Devem ir ver com expectativas altas, mas para comédia. Com todos os estereótipos que se espera de cubanos, com muitas críticas ao governo (tantas que causou demissões no Instituto do Cinema por o ter autorizado), aos residentes e aos turistas da ilha, é impossível ficar indiferente a esta overdose de boa disposição.


Como único ponto negativo refiro apenas que Adriana Duro tem melhor aspecto ao vivo do que no filme, mas como a sua interpretação não é memorável percebe-se que a tenham ofuscado. Alexis Díaz de Villegas faz o filme sozinho e além de o seu Juan ser o herói cubano por excelência, é agora um dos maiores nomes da história do cinema de zombies. Este filme tem um potencial incalculável para merchandising.

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